Escalada Política Eleitoral
Por: Júlio César Anjos
Os
políticos querem o poder. Para realizar
o sonho, somente a política dá a garantia para homens mandarem em homens, pois
é o que se espera da posição privilegiada que um carreirista de coisa pública
almeja. E para obter ascensão plena, há de subir no degrau da escalada
política, se quiser obter êxito de conquista.
Essa
disposição não é nem norma, muito menos regra geral, é apenas uma convenção política,
sendo compreendida pelos “cientistas políticos” e palpiteiros eleitorais. Em
qualquer profissão, há o início de carreira, as promoções, até chegar ao ápice
final. No meio eleitoreiro não é diferente, um politiqueiro tem que começar em
algum lugar, até conquistar o poder pleno: o executivo nacional.
Assim
como na labuta existem profissões mais básicas e mais elevadas, para obter
cargo em sufrágio universal há de passar por crivos que vão dos menores até os
mais complexos. Na escalada política, tem-se: Vereador, Prefeito, Deputado
Estadual, Deputado Federal, Governador, Senador e Presidente.
Como
não é regra impositiva, é apenas uma convenção, alguns políticos conseguem
pular essa escalada política, até mesmo sendo presidente de forma direta. E
isso se configura um defeito, pois, o político deveria ser testado e aprovado,
para aí sim galgar patamares maiores. Como são os casos de Lula e Dilma, e mais
recentemente de Dória. No estilo imperador romano: “Vim, Vi, Venci”,
aventureiros tomam de assalto os cargos eleitorais executivos, sem terem
passado pelo crivo do teste popular. Parece que, para ser pleiteado em cargo
executivo, o candidato não pode ter histórico político, pois o feitiço poderia
virar contra o feiticeiro.
Na
escalada política perfeita, só seria prefeito o candidato que ao menos tivesse
sido bom vereador. O mesmo vale para Governador, em que só poderia ser
candidato se tivesse passado pelo escrutínio de ter sido prefeito ou deputado estadual/federal.
Para, no fim, ser habilitado, após ter sido bom prefeito e governador, a ocupar
o cargo executivo mais elevado nacional: A Presidência da República. Questão de
lógica, pura e simples.
Então,
há esse pulo na escala política. Mas, e se o político regride nessa regra, o
que significa? Significa um alerta: é bom ficar preocupado. Pois, se o
candidato não consegue galgar posição, mas, ao invés disso, ainda regride nessa
escala política, pode significar ao menos duas condições: 1) É um politico
fraco – Fracassado; 2) É Maroto.
Sendo
um político fraco, nada ou pouco importa no quesito de malandragem, pois o
candidato só está se mostrando pequeno perante o meio político em questão. Ou
seja, está somente marcando território naquilo que é o máximo no que se pode
chegar. É um candidato fracassado, diga-se assim.
Já
na condição de político graúdo, que aceita regredir por causa de um motivo
qualquer, isso é perigoso, porque pode ser alguma estratégia de aglutinação de
poder. Exemplos são vários, vão desde ex-político
que volta à ativa, só que agora em um cargo inferior ao que possuía outrora,
até chegar ao ponto de político da ativa descer o degrau político para salvaguardar
algum grupo saqueador da coisa pública. É como, por exemplo, um senador da
ativa disputar prefeitura de capital; esse rebaixamento é perigoso, pois pode
ser ato maroto de desespero emergencial.
Há
outras questões marotas, como, por exemplo, o político que está em um degrau politico
elevado, mas aceita descer para um cargo executivo inferior, pois está querendo
o caixa (o dinheiro propriamente dito) daquela região. Isso é perigoso! São
saqueadores profissionais.
Portanto,
o certo, pela perspectiva de crescimento, é que o fluxo de escalada política
seja progressista, ou seja, sem recuo nesta ascensão de poder legal. Todavia,
há outros interesses escusos, que certamente fazem o político fazer esse recuo “estratégico”,
a fim de saquear o caixa de algum órgão executivo. E se o político desce porque
é fraco, então nem tem muito que discutir na questão, nem merece voto por ser
fracassado e não ter firmeza em gestão.
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