O CERCO GOLPISTA DO PT A UM GOVERNO – O QUE BOA PARTE DA IMPRENSA DO PARANÁ E DO BRASIL ESCONDE DE PARANAENSES E BRASILEIROS
Por:
Reinaldo Azevedo
A
greve de professores do Paraná é política. Está sendo insuflada pelo PT, e não
é preciso fazer um grande esforço para chegar a essa conclusão. A senadora e
ex-ministra Gleisi Hoffmann, aquela que está enrolada com o petrolão, subiu num
caminhão para discursar em favor do movimento. É espantoso que isso aconteça e
que, na imprensa, seja o governador Beto Richa (PSDB) a levar bordoadas.
“Ah,
mas e a violência policial?” Olhem aqui: há vídeos em penca demonstrando as
práticas a que recorreram alguns manifestantes. Eu os publiquei em outros
posts. A Polícia Militar foi posta diante de duas alternativas: ou deixava a
Assembleia Legislativa ser invadida e depredada, contrariando determinação
judicial, ou reprimia os baderneiros. A verdade é que os petistas estão
querendo usar o caso do Paraná para se reerguer. Não por acaso, a presidente
Dilma Rousseff fez uma alusão às cenas de violência. Censurou, de maneira
velada, a polícia e afagou os trogloditas.
A
causa que mobiliza os professores, para começo de conversa, é falsa. Até porque
o salário que o Paraná paga aos docentes está entre os mais altos do país. Já
chego lá.
Gleisi
é só o nome mais graúdo do PT que está diretamente envolvida com a causa. Não é
a única. Uma das líderes da manifestação violenta de quarta-feira é a
ex-presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP Sindicato) Marlei
Fernandes de Carvalho. No ano passado, ela disputou uma vaga de deputada
federal pelo partido. Obteve 29.855 votos. Não se elegeu. O outro que liderava
a corrente da insensatez é Hermes Silva Leão, também petista, atual presidente
da entidade. Ele tenta forçar até a semelhança física com Lula e, bem…, carrega
na língua presa para tentar ficar ainda mais parecido. Um fenômeno!
Tem
mais. Marlei e Hermes atuam em estreita colaboração com o deputado estadual,
também do PT, Professor Lemos, que tem origem no… sindicato! É conhecido nos
círculos políticos do Paraná como “Professor Aloprado” em razão do seu, digamos
assim, “estilo”… Colaborou ativamente na invasão da Assembleia em fevereiro e
na frustrada tentativa da última quarta, dia 29.
Irresponsabilidade
Notas
taquigráficas dão conta da irresponsabilidade deste senhor e de outro
companheiro de partido, chamado Tadeu Veneri. Ambos tentam impedir o andamento
da sessão que acabou aprovando mudanças na Previdência dos servidores acusando
a suposta morte de dois professores durante a baderna. Bem, as mortes
simplesmente não tinham acontecido. Leiam a transcrição:
TADEU
VENERI: Pela ordem, deputado. Desculpe. senhor presidente! Só para comunicar a
essa Casa, nós vamos confirmar, além das pessoas que foram detidas aqui,
professora ligou acabando de informar que tem dois professores que faleceram.
Tadeu Veneri, o que anunciou as mortes que
não houve… Muito ético e transparente!
PROFESSOR
LEMOS: Então, eu disse que iam matar professores, mataram. Isso é lamentável.
Lemos, o “Professor Aloprado”, colaborando
com a ilegalidade escancarada.
O
nome disso é terrorismo legislativo. A dupla teve a companhia de outro
irresponsável, o deputado Nereu Moura (PMDB), um fanático seguidor de Roberto
Requião e de Dilma:
NEREU
MOURA: Deputado Tadeu, prefiro que continue a sessão e que haja derramamento de
sangue, para que o governo pague o pato por isso. Querem aprovar, aprovem. E
que haja sangue, sim…
Nereu Moura: por ele, tudo bem derramar
sangue, desde que se possa culpar o governador.
Os
números
Uma
parte dos professores está em greve por causa do tal plano, que não acarretará
prejuízo nenhum a ninguém. A Justiça declarou a greve ilegal porque não lhe
reconheceu nem objeto nem objetivo.
De
2011 até agora, os professores do Paraná tiveram um reajuste de 60% nos
salários, para uma inflação acumulada de… 25%. A remuneração média de um
professor no Estado é de R$ 4,7 mil (R$ 4 mil de salário e R$ 721,48 de
auxílio-transporte).
O
Paraná tem um dos maiores salários iniciais (40 horas) do país para a carreira:
R$ 3.194,71. Em 2010, era de 2.001,78 — uma elevação, pois, de 59,59%. Para
comparar: na Bahia, que está na terceira gestão petista, é de R$ 2.441.05; no
Rio Grande do Sul, depois de quatro anos de petismo, está em R$ 1.260,20. O
piso nacional é de R$ 1.917,68, e a média fica em R$ 2.363,38.
Ah,
sim: dessas 40 horas, 14 são reservadas à chamada hora-atividade — 35% do
total. Em 2010, eram 8 — aumento de 75%. O governo elevou ainda em 61% o
chamado “fundo rotativo”, para a manutenção das escolas, e contratou, desde
2011, 23.653 novos profissionais.
São
dados oficiais? São, sim! Mas são também dados reais, como sabem os
professores. A greve do Paraná não é apenas ilegal, como já decidiu a Justiça.
Ela também é imotivada e imoral. E obedece a uma óbvia condução política.
A
imprensa do Paraná e do Brasil, com raras exceções, quer incensar baderneiros?
Que o faça, em prejuízo da população. Aqui, eles não encontram abrigo.
NÃO
EXISTE UMA CAUSA TRABALHISTA NO PARANÁ. EXISTE É UMA CAUSA POLÍTICA. OS
PETISTAS QUEREM USAR O CONFRONTO PARA TENTAR SE REERGUER DE UMA CRISE SEM
RETORNO.
Ah,
sim: tentar se impor na base da invasão, da porrada, do quebra-quebra, do
confronto, em nome de um causa ou de um partido… Sim, isto, sim, é golpe!
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