Greve Geral
Por: Júlio César Anjos
A
pior coisa para um governo é a deflagração da greve geral. Paralisa tudo, cai
receita, cai confiança, o povo faz desobediência civil diante do ato, além de
mostrar a ingovernabilidade através da impopularidade salutar. Mas é difícil acontecer
greve geral. Ainda mais com os sindicatos aparelhados com o governo, sendo
chapa branca nas questões de manobras eleitorais. Apesar de muita gente levar a
crer que a greve geral é espontânea, ela geralmente nasce sob a influência dos
sindicatos, que fazem coalizão para travar toda a atividade econômica do país,
a fim de chantagear um presidente considerado ilegítimo.
Uma
greve geral não inicia como uma geração espontânea, espécie de abiogênese. Ela
tem um início, uma centelha, que começa pequeno e depois só aumenta, chegando
ao ponto de perder o controle. A
exigência do povo passa a ser algo sem negociação, não havendo solução fácil
para resolver aquilo que a sociedade está reivindicando. Assim como na teoria do
leite fervido, pequenas manifestações pontuais começam a dar embalo para
eclodir a greve geral. Então, quanto mais inflamar greve num momento de
incerteza, a probabilidade da perda de controle é real. Se acontecer a greve
geral no estilo do Egito, ela será igual à manifestação de junho de 2013, a
proporção será continental, só que, dessa vez, sem a possibilidade de dispersão
através de Black Bloc, pois o próprio povo fará a sinfonia da delinquência. Ou
não (povo será bovino). Quanto mais
estimular greves pontuais, mais encorpa a greve geral para destituir Dilma do
poder.
Greve
Geral só funciona se o povo ficar na rua até o governante cair. Caso contrário,
será só perda de tempo. Isso força o congresso a destituir o presidente. Se o
legislativo não o fizer, é um congresso também ilegítimo, pois não atende ao
que o povo clama. Força as forças armadas intervir e dissolver o congresso,
além de destituir o presidente. Se nem as forças armadas fizerem isso, só há,
então, duas alternativas: Voltar para a casa pacificamente e aceitar o
totalitarismo; Ou iniciar guerra civil. O certo seria o presidente cair diante
do escândalo do petrolão, junto com a revolta popular, através apenas de
manifestação. Seria o mais honesto, mas os legisladores estão vacilando nesta
condição, portanto é notório que tais condições possam acontecer.
Pelo
andar da carruagem, haverá no Brasil Greve Geral com certeza. Greve geral não é
mais alternativa, ela vai acontecer, porque o próprio PT inflama greve. Só que
os petistas, envenenados pela húbris, acreditam que podem controlar greves
pontuais, para atacar inimigos políticos, achando que nada irá acontecer, e que
vão se sair bem nesse processo de manipulação populacional. O bom é que com
certeza, no segundo semestre, pelos resultados do governo, a greve geral irá
acontecer, com apoio até do PT.
O
PT joga todas as fichas no conceito de que o povo é bovino. O povo sendo bovino
e eles radicais, segundo as premissas deles, não haveria o porquê de ter medo
de greve geral, pois poderia controlar tudo e, caso “Saísse do controle”,
dispersaria a manifestação através de black bloc. Não possuem medo da Greve
geral também porque, ao controlar a CUT, poderiam até derrubar a Dilma, mas
mostraria para todo mundo que o sindicato teria poder para derrubar qualquer
um, ao passo que seria chantagista com o próximo governante, até retomar, de
novo, o poder. O que eles não entendem é
que o Estado Sindical está acabando, pelo próprio clamor popular. Os sindicalistas
não estão mais “abafando”. Portanto, se ocorrer greve geral, é óbvio que o PT
será afetado até o ponto de virar um PCO no meio político. Tanto é verdade que
a Força Sindical, sindicato mais sério, é mais respeitada pelo povo que a CUT,
que só faz baderna e não resolve nada.
Mas
há, na teoria deles, uma porta de saída. Sabendo da possibilidade gigantesca de
greve Geral, a CUT já levanta a bandeira inócua de pedido pontual, em uma
tentativa de manipular a reivindicação, ao dissolver o pedido popular através
de reforma política nos moldes do PT (querem que o povo se acorrente por
escolher livremente a prisão), ou um pedido menos importante, como a chantagem
que se a lei da terceirização for aprovada, o “Brasil vai parar”, sem mencionar
que somente Dilma tem o poder de sancionar essa lei. Como já sabem que a greve
geral é algo bem tangível, trabalham desde já para dissolver tal manifesto, pois
sabem que o fim poderá eclodir no impeachment da Dilma.
Enfim,
com a sanha do PT, através da CUT, fazer greves pontuais contra os inimigos, em
um cenário de incerteza, com o governo federal com níveis de rejeição recordes,
é fato que a tendência é acelerar o processo de greve geral, porque o povo não
aguentará mais tanto caos. Os sindicatos apostam todas as fichas na questão que
o povo é “bunda mole”, em que imporão à força o que eles querem e conseguirão o
totalitarismo através de ameaça de agressão. Por causa dessa crença, acreditam
que podem até mesmo dispersar uma greve geral – do estilo Egípcio - com Black Bloco. E mesmo se a Dilma cair através de greve
geral, os sindicalistas de CUT vão achar que possuem o poder de destituição, e
colocarão o próximo governante no tronco. Porque eles acreditam que podem fazer
a narrativa que quiserem, pois os eleitores os aceitam da forma que lhe convém.
Portanto,
essa é a estratégia dos pelegos:
Greves
Pontuais contra inimigos políticos, inibindo greve geral;
Se
houver greve geral, tenta-se manipular através de pedido inócuo (ex: contra terceirização);
Se
houver greve geral estilo Egípcio, o Black Blocs dispersará o manifesto;
Se
nada resolver, a CUT ajudará a derrubar a Dilma, para manter o poder
chantagista de sindicato;
Eles
acreditam que podem se sair bem com qualquer narrativa.
Obs:
Uma coisa é certa: A Dilma tem que cair. Impeachment da Dilma, Já!
Obs2:
Chega de Estado Sindical.
___________
A mudança já está em curso:
Profissionais dos Correios do Paraná desfiliam-se da CUT
Médicos de Curitiba em greve, criticam Fruet e o sindicato por não cumprirem os acordos.
http://www.bandab.com.br/jornalismo/servidores-da-saude-entram-em-greve-e-us-atendem-emergencia-em-curitiba/
fora outras situações pontuais, que, de tantos que são, começam a virar greve geral.

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Baseado no trabalho disponível em http://efeitoorloff.blogspot.com.br.

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