A Economia Puxa x Empurra Comunista
Por: Júlio César Anjos
Para
o comunista com ânsia em economia planificada, oferta e demanda não vale nada,
só o que há de senso é que um órgão central tem o poder de fazer mágica com a tal
ideologia supostamente elevada. Diante desta monta, o intelectual de esquerda,
ao ter que fazer remodelagem da causa, ao invés de mostrar de fato a estratégia,
camufla o plano para que não se perceba o que está em curso, moldando também o
como estruturar a economia. Por isso que aparece, deste modo, o sistema econômico
Puxa e Empurra Comunista, que asfixia as duas pontas da economia, ao controlar
oferta e demanda de mercado.
O
socialista, então, acreditando na crença e no estudo monopolizado de Marx e
Gramsci, faz o Brasil (e o bolivarianismo) ser regido pelos embasamentos
fracassados, confirmados por praxeologias históricas, nos empirismos dos
movimentos comunistas que levaram milhões de pessoas à morte porque modificaram
de forma atrapalhada a organização do mercado. Sorrateiros do jeito que são os comunistas, os
socialistas trabalham na dialética econômica, em que sufoca a oferta e a
demanda no mesmo tempo, planificando a economia com outra estratégia que, por incrível
que pareça, não aparece a olhos vistos como um controle total do estado sobre o
ganho dos trabalhadores e também dos empregadores, num casamento perverso dos
fatores do estado perante as liberdades gerais.
Como
o comunista trabalha com a dialética, no campo da oferta, tal posicionamento
ideológico acredita que deve interferir no mercado, seja pelo desenvolvimentismo,
seja pelo monopólio estatal, no mercado que oferece opções para o consumidor
adquirir o produto. Perturba-se a economia ao canalizar produtos que não teriam
vida longa – como produtos ruins, feitos por insumos de baixa qualidade -, a conseguirem manterem-se estáveis mesmo diante os concorrentes melhores, pois
possuem “apadrinhamento” do governo para atuarem no mercado. Essa anomalia no
mercado é apontada por Misses, ao demonstrar que a interferência do mercado é
nociva para o consumidor final, pois tal anomalia provoca desvio de qualidade e
também de canalização de certa gama de consumo, para outra, às vezes, sem nexo
e que no curso normal do mercado livre, tal produto nem seria adquirido por ninguém,
sendo artificializado pelo estado o consumo e a permanência do produto de pior
qualidade em uma gondola de supermercado.
Já
no aspecto de demanda, seja por lei suntuária (barreira não tarifária), por interferência
de comportamento em “desconstrutivismo” ou pela miríade do investimento em
propaganda, o certo é que o consumidor só poderá obter o produto sob certos
tipos de acessos, pois as restrições inibem o livre mercado e a demanda fica
impedida por leis estéreis, que no final somente direcionam a pessoa a comprar
aquilo que o governo deseja. Por isso que o comunista critica o consumismo da
burguesia e sentem-se no direito de defender os “pobres e oprimidos”, acreditando
que o capitalismo é jogo de soma zero, o que é, na verdade, uma aberração. O
idiota útil acredita na embromação e hostiliza o consumo da classe média, não
entendendo que age exatamente da forma que o governo queira, ao tentar inibir o
consumo das pessoas porque a planificação da economia é desastrosa.
Na
cabeça do comunista, o capitalista EMPURRA no mercado (“oferece” – Oferta) “quinquilharias”
para a sociedade (tendo que o governo defender o povo oprimido pelo capitalista
malvado), ao passo que o Burguês PUXA no mercado (“quer obter” – Demanda) “porcaria”
ao "não saber comprar”, por isso tem que ser criticado por essas escolhas
erradas, no mesmo instante que o governo deve “mexer os pauzinhos” para quebrar
a escolha “errada” do burguês. Essa é
a dialética do controle econômico: Interfere do lado capitalista o livre
mercado; Ao passo que no lado da burguesia interfere na livre escolha de
consumo. Controla-se assim de forma velada, a economia, fazendo remodelagem da
ECONOMIA PLANIFICADA, ao criar planos do que “é melhor para um povoado”, pela
oferta e pela demanda.
Portanto,
ao invés do governo totalitário obrigar todos, de cima para baixo, criando o
construtivismo para vesti-lo, morar e portar-se como se fossem todos autômatos do
Estado, além de controlar o mercado como um todo, o novo comunismo afunila,
pela dialética, a economia da oferta pelo “desenvolvimentismo”, com a
Nomenklatura a reboque (para controlar o capitalista), ao passo que
artificializa “tendências” ao quebrar a cultura “burguesa”, para interferir na
demanda do consumo do povo (sem falar nos programas “minha casa minha vida”, “minha
casa melhor” e etc).
E
é por isso que empresas do Lava-jato ganham salvo conduto com acordo de leniência,
ao passo que, por exemplo, Tico Santa Cruz, ao vestir-se como um "mendigo" (fruto da estratégia
da Internacional Situacionista, do “desconstrutivismo” advindo justamente da
esquerda – para quebrar cultura “burguesa”), mostrando a prisão da falta de
escolha (mesmo Tico achando que está escolhendo), tudo fruto da ilusão da
liberdade, sendo que a carceragem é prender a oferta e a demanda de forma
velada.

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