O Valor do Voto

Por: Júlio César Anjos

Qual é o produto mais valorizado que a sociedade Brasileira mais desvaloriza? A água? A Comida? O Diamante? Não, por incrível que pareça, o voto é a coisa mais valorosa em uma sociedade ORGANIZADA, mas que o Brasil desvaloriza sem pudor. Por isso que se deve compreender a respeito de pormenores sobre o valor de uma eleição.

Os povos tendem a se organizar para resolver questões de escassez (não confunda com falta) de recursos, sejam naturais ou artificiais, para conseguir desenvolver-se e prosperar porque resolveu questão fisiológica. Uma sociedade avançada sabe que tem que manter um estoque de alimentos, pois o futuro poderá trazer intempéries e entre uma safra ou outra poderá faltar determinado alimento de consumo e etc. Com o estoque, a menos que o problema natural seja insolúvel, dá para sobreviver porque se planejou antes, passando por alguns apertos, mas sobrevivendo de forma normal.

O mercado tende a gerar ao natural a questão de estoques (abundancia de mercadorias), desde que essa economia seja sadia. A partir do momento que um governo autoritário começa a se meter em questões de trocas voluntárias entre bens e serviços, esse regime começa a atrapalhar ainda mais algo que acredita estar ajudando. Nesse momento, o governo, ao margear por intenções que não satisfazem a melhoria da região, começa agravar a situação, jogando todo o povo para o caos social.

As civilizações descobriram essa anormalidade e deram um jeito de “resolver” tal anomalia provocada pela húbris do governante autoritário: Sufrágio Universal. Com a eleição, dá para determinar mudanças de rumo, quebras de paradigmas, a fim de retomar a melhoria provocada artificialmente por um governo que direcionou á nação ações ao desastre.

O governo, que outrora queimou todo o estoque da nação, margeando o povo a enfrentar falta de alimento nas gondolas do supermercado, provoca a mesma devastação que os efeitos ocasionados por catástrofes naturais. Essas tragédias artificias, congratuladas pelo governante errante em ideal, levando o povo a tiracolo ao fim do bem estar social, deve sair do comando, dando outro animo por causa de outro governante com pensamento diferente, que retomará as rédeas e trará a prosperidade de volta, com gondolas cheias, e com abundancia de produtos de primeira necessidade, em um mercado com uma saúde real.

Milton Friedman já dizia: “Se desse para o Governo administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltaria areia”. Ou seja, um governo ruim é tão perverso ao povo quanto uma catástrofe natural. A prova real disso é a Venezuela da era Chávez. Falta tudo no país bolivariano, o que dá a impressão que parece que o país foi atingido por um terremoto, ou teve um cataclismo ambiental perverso para ter falta de produtos até mesmo de primeira necessidade na gôndola. A verdade é que quando um governo é ruim, o desempenho gerencial faz o estado falir, ir à bancarrota. O problema é que catástrofe natural tem ciclos, vem e vão, mas um governo totalitário tende a permanecer, a manter eterna a tragédia daquela nação.

E os países ricos também fazem eleição. Até aqueles congratulados pela monarquia, devem ao menos escolher, através de escrutínio eleitoral, chancelaria – para escolher conselheiros do “rei”.  Países com a emancipação mais embasada, que sabem arrolar a democracia, entendem que deve sempre haver mudanças não só das cadeiras, mas também de conceitos, para oxigenar toda a nação, com o intuito de obter bons resultados no presente e no futuro.

Já os países ditatoriais, como os africanos, o que mais tem em abundância é sangue derramado, pois, como se sabe, através da muleta da falta de água, conterrâneo mata conterrâneo a fim de obter poder. Há sim problema de água. O que não há é solução para, por exemplo, dessalinizar água do mar. Esforço conjunto para fazer gangue e criar guerra étnica há de sobra. Esforço para produzir e comprar (por que não?) água do exterior não há. Como não há arrolamento democrático, então não há discussão e eterniza o fracasso e o caos social. Lembrando que muitos desses países possuem grandes reservas de diamante (entre outras “riquezas” naturais). Então, não ter “dinheiro” não é uma desculpa com embasamento muito forte para deixar de fazer o melhoramento social. Através de trocas voluntárias, via vantagens comparativas, dá para resolver o problema de água de qualquer nação.

Uma má gestão governamental tende a gerar coisa parecida com catástrofe natural. Por isso que um país que tenha “democracia” e mesmo assim não dá crédito ao voto, jogando tal valor à revelia, aceita ser conduzido de qualquer forma, tem por merecimento obter o caos, certamente, pois a sociedade não dá a mínima para nada, não é mesmo? Planta-se o que colhe, nada mais.

Mas se o país possui democracia, por que se penitencia a manter a mesma catástrofe de problema econômico e caos social? Não muda porque gosta de ser subjugado e porque tem medo do desconhecido. Enquanto alguns povos lutam por democracia e outras sabem arrolar o poder ao povo, o Brasil continua a jogar dados ao ar, tirando na sorte o futuro que virá.

Há eleição novamente. Alea Jacta Est - a sorte está lançada. Essa eleição de 2014 será o ano de aprendizado para as futuras gerações, tanto para o bem quanto para o mal. O status quo mostrará o pior defeito da democracia, que é a incapacidade de um povo mudar de ideia, deixando viciada e estéril a eleição, fazendo sempre o mesmo governante por esse elo (de ligação). E se houver mudanças, com certeza será benéfica, pois corta o cordão umbilical de uma catarse de ideal que virou epifania.  

Liberdade pela democracia, através do valor inconteste do voto, é o que os povos clamam desde os primórdios até os dias atuais. Sem o valor do voto, uma política que leva ao problema de falta de água, de mantimentos nas gondolas (sem estoques de comida), sem melhoramento no futuro, será uma nação destruída por consentimento geral, pois o problema é artificial e dá para solucionar. Basta fazer escolha (certa).
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O melhor candidato que concorre a Presidente em 2014, para as boas mudanças, é Aécio Neves – 45 – Presidente.

O recado está dado e não há o que contestar.



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