Estocolmo Político


Por: Júlio César Anjos

O povo brasileiro possui uma espécie de Síndrome de Estocolmo Político. Se o grupo idealista levantar bandeiras vermelhas e mostrar realmente o que são, com certeza o eleitor não votará nos partidos comunistas. Porém, se tal grupo esconder as cores das bandeiras, falar suave, inverter pensamentos, ao ponto de chegar ao cinismo de querer outros valores para conseguir obter o que deseja de outrem, um pensamento totalmente paradoxal ao que foi estipulado em comício, certamente a astúcia derivará de resultado positivo.

Quem acompanha o blog deve ter notado alguns antagonismos, explicações divergentes de um ponto de vista específico, como se não houvesse análise a difundir pelas próprias congruências fornecidas ao povo.  A bagunça conceitual prima pelos anseios dos parasitas estatais, que em um momento falam sobre um ponto e em outro agem de forma totalmente diferente do que foi dito. Se os textos não se apresentam em um raciocínio lógico e retilíneo é porque o problema da deformação racional vem do próprio governo e seus pares. Por isso que não há lógica sobre as ocorrências, o que vence mesmo são as diferenças, porque misturar tudo esconde a verdade.

Sendo assim, em meus textos, em um momento explica-se sobre a redução, mediante a urna, dos partidos vermelhos e em outro texto aparece que o comunismo triunfa, como se tal ajuste pudesse criar tal fenômeno. Infelizmente é o que acontece, os partidos que continuarem a sanha de promover e divulgar (racional ou visualmente) as coisas vermelhas, tal grupo político reduzirá daqui pra frente em tamanho e forma, pois é notório saber que os visionários da causa usam de situações espúrias para manter-se somente ao poder. Mas, mesmo havendo o fim dos vermelhos, o comunismo está galgando a passos largos, mediante outros partidos facínoras como o PT, grupo de pessoas que fazem do criador e a criatura tornarem-se hostis nas atuações, mas suaves nas teorias e ilações.

O mesmo acontece com o aspecto físico do Persona. Um político totalmente rudimentar, com barba e fala grossa, inculto aos pensamentos,  e salutar pela causa, faz a mágica de se modificar ao ponto de ninguém notar que a pessoa decorada por gravatas de marca chique, loções de boa essência, delineamento visual, como barba feita e bom porte,  modificou-se tão somente para fazer o esquisito parecer apreciável. O problema é que o estranho não deixou de ser estranho só porque colocaram adornos visuais, pois não há como mudar o pensamento de um comunista atrasado nos conceitos, porque os ideais, são o que são de matéria bruta, não se reformam em acabamentos.

E a percepção remonta um quebra-cabeça de sombria ilustração, os eleitores reféns com síndrome de Estocolmo político atentam até mesmo para o tal do “rouba, mas faz”, como se o sofisma fosse válido e um erro justificasse o outro. É a base do quanto pior melhor, desde que engane o povo pelo marketing bem elaborado, ao sabotar a verdade porque utilizou-se de artimanhas omissas de cunho ideológico, além do aspecto físico, cria-se uma anomalia que só é entendível àqueles que compreendem as irracionalidades, as antíteses e as misturas feitas justamente para se perpetuar ao poder.

Por fim, o leitor não quer sair da armadilha, pois, como se sabe, gosta do maroto que o subjuga de forma lírica, tão bondoso que parece até um ente querido, por isso que o estado tem que se fazer de paternalista, vender o bonzinho para lucrar com a tirania. Mas saiba que sempre quando uma sanha é executada, o bandido terá que enquadrar a vítima sem pudor e nem dó, pois o levante tem que ter um fim, pondo também um ponto final no flerte entre o cruel e o indefeso, que, no fim, cai em epifania. Porém, o lesado só espera, no futuro, vingança efetuada por algum herói que se sujeite e que esteja por vir. Triste apego ao emocional, em que deriva o povo todo ao caos social, faz da limítrofe o cativeiro e todos os cidadãos são obrigados a conviver, dia e noite, com maloqueiros.  

Não existe Estocolmo Político? Há quem jure que o PT não é vermelho.

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