As identificações profissionais


Por: Júlio César Anjos
  
Qualquer pessoa do mundo, que não seja amoral e tenha que se sustentar, está inserido em uma das 5 (cinco) identificações profissionais: “Sem Nome”, “Cartão”, “Crachá”, “Plaquinha” e “Nome Status” (Figura).

Figura:



Muitos desempregados buscam incansavelmente um crachá, a identificação formal de uma empresa qualificada, achando que somente essa forma de sustento é válida e certa, e esquece as outras formas de buscar recurso para a sobrevivência da vida. Muitos profissionais são míopes, pois há 4 (quatro) formas de se inserir na sociedade (fora o “sem nome”) que é a as interações profissionais.

Os “Sem Nome” são os invisíveis profissionais temporários da sociedade. Os “Sem Nomes” são as pessoas desempregadas, e que no momento buscam empregar-se em algum lugar que tenha crachá ou plaquinha sobrando em uma instituição formal. Se não conseguir inserir-se no meio formal, cria-se então um cartão e começa a buscar formas de sobreviver através de atividade informal. Mas alguns “sem nome” não são empreendedores, esperam a formalização de crachá e fazem apenas “bico” para sobreviver. Se fossem empreendedores, talvez, alçassem vôos maiores.

O grupo “Cartão” são os profissionais liberais, autônomos, que são os próprios patrões e empregados em uma atividade profissional, de ramo de atuação qualquer. Os liberais não se prendem a formalidade da hierarquia de uma empresa formal, sabe criar meios de sustentar-se e, às vezes, consegue pular para o nível “Nome Status”, dependendo do sucesso auferido pelo próprio suor.

Os profissionais que possuem “Crachás” são a maioria dos profissionais com carteira assinada, ou seja, é a maioria dos profissionais de uma atividade formal, em uma empresa organizada. Como bois marcados, o crachá fica preso junto ao corpo do profissional, mostrando que os trabalhadores iguais são diferentes no tratamento de comunicação. A maioria dos profissionais, inseridos neste grupo, buscam o reconhecimento profissional e dedicam esforço laboral para esse fim. Quando são demitidos, esperam outra oportunidade em outra empresa (através de currículo) e deixa de lado o empreendedorismo, ficando “sem nome” por um pequeno período de tempo. O sonho dos crachás é conquistar a plaquinha, profissionais acima deles na pirâmide laboral.

Os profissionais que possuem “Plaquinhas” são os patrões de uma empresa organizada, ou são profissionais de alta escala de uma estatal. A “plaquinha”, ao contrário do “crachá”, não fica presa ao corpo de tal profissional do grupo, fica fixada em uma mesa ou na porta de uma repartição qualquer. A sala do chefe, a sala de repartição de uma empresa, ou a mesa do juiz sempre aparecerá a plaquinha identificadora, mostrando visualmente que alguém importante ali está. Os detentores das plaquinhas geralmente ficam estagnados neste grupo, pois não lutam tanto para subir de escala (Nome Status) e também não caem desta posição (Crachá) com facilidade, aceitam normalmente essa posição do “Status Quo".

Por fim, as pessoas que possuem “Nome Status” são proprietários de grandes empresas, pessoas bem sucedidas, que não precisam necessariamente usar crachá, plaquinha ou cartão para saber o que (e quem) são. Todas as pessoas sabem quem é o nome Status pelo motivo de ser: famosa; poderosa; e bem sucedida na sociedade. Uma pessoa com o “nome status” pode sair desta posição, devido a regimes falimentares, e ir para a posição “sem nome”, por causa dos fracassos recorrentes nos negócios. O nome status também pode virar um “cartão” ou “crachá”, se ainda tiver forças para tentar dar a volta por cima, percorrendo novamente à trilha em direção ao sucesso. Mas geralmente Status Nome que viram Sem Nome tendem a suicidar-se.


As mobilidades das identificações profissionais são constantes entre o “crachá” e a “plaquinha”, e são morosas entre “sem nome” e “nome Status”. Porém, a mobilidade existe em todos os grupos, seja o acesso ou a queda profissional.

Uma coisa é certa, você, leitor, nunca mais verá um cartão, um crachá e/ou uma plaquinha da mesma forma porque as escalas de posições societárias são essas. Preconceito? Não, apenas constatação, um fato.

Em qual posição você está inserido e em qual almeja estar? 

A mudança de posição só depende de você
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Com base na obra disponível em efeitoorloff.blogspot.com.


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