Fascistas São Os Outros! A Esquerda é Paz e Amor!

 


Deu no G1 [25/07/26]:

Abram-se aspas.

"E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. [...] quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vão [sic] apanhar muito aqui nas eleições.

Fecham-se aspas.

Por mais que seja farsesco, faz parte do jogo criar um nós contra eles internacional, fazendo um grupo político estrangeiro como inimigo, com o intuito de defesa de uma suposta soberania.

É o Lula fazendo o Trump virar uma espécie de Goldstein dos dias atuais.

O que não é do jogo é fazer discurso de ódio para justificar uma defesa à soberania em um momento e, em outro, falar que é paz e amor e que defende a democracia.

Quando o Lula faz um discurso em que fala: “vão apanhar muito”, isto é uma violação linguística para fazer os próprios apoiadores quererem eliminar os seus adversários até mesmo com agressão física. É uma espécie de incitação à violência velada.

O senso comum da política brasileira, inoculado pela mídia e formadores de opinião, criou uma blindagem de bom velhinho ao Lula.

Este mesmo discurso, caso o Bolsonaro ou qualquer outro adversário do petismo ousasse fazer, os adeptos da esquerda taxariam como discurso de ódio e chamaria de fascista.

Como vem do Lula o discurso agressivo, então a mídia e defensores do petismo dizem que a frase foi tirada do contexto e quem criticar a violência contida na expressão estará fazendo fake news.

Porque a esquerda não pode perder a áurea de defensora dos direitos humanos, das minorias, dos marginalizados na sociedade.

Querer surrar outra pessoa é coisa de fascista. E como se sabe, fascistas são os outros.

Na propaganda política, a esquerda é paz e amor.

Na prática, a violação linguística acontece de tempo em tempo. É só fazer uma visita ao passado para entender que a fala agressiva não é um fato isolado.

Segue:

José Dirceu em 2000: “Eles vão apanhar nas ruas e nas urnas”.

Dias depois, Mario Covas, com câncer, foi apedrejado por militantes das esquerdas e do PT.

 Mauro Iasi em 2015 [Próximo do Impeachment da Dilma]: "Um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda, com uma boa bala e vamos oferecer depois de uma boa pá, uma boa cova”.

Discurso contra os opositores das esquerdas.

Jones Manoel agora em julho de 2026: “A forma que o povo palestino quiser lutar pela sua libertação, ele lute.”

O problema é que o Hamas faz crime hediondo de guerra. Nestes casos, a forma importa e muito pela causa.

 Quando os centristas dizem que esquerda e direita são iguais, isso se trata da lógica da teoria da ferradura, em que, pelos extremismos políticos, as esquerdas e direitas estão mais próximas que o centrismo.

É no centrismo que há o respeito da regra do jogo, convivência com quem pensa diferente, que entende as diferenças e que, no final, é o único espectro que de fato defende a democracia.

Quem defende a democracia não apoia ditadores, não faz violação linguística como discurso de ódio camuflado de defesa política, não faz falsas sinalizações de virtudes ao rotular seus adversários como imorais e não faz contradições que mostram que, no fim, são iguais àqueles que mais criticam.

É uma pena que a política foi sequestrada e esteja presa por esta polarização de populistas que fazem violência política tanto no aspecto da agressão física quanto no vocal.

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 Fonte:  

https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/25/lula-diz-que-quem-se-meter-nas-eleicoes-brasileiras-vai-apanhar-muito.ghtml

 


 

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