Corrupção: A Falsa Equivalência Beneficia o Mais Ladrão

 


Se a população iguala um garoto furtando uma bala com uma quadrilha de latrocínio de cangaço novo, das duas uma: ou essa população quer condenar pesadamente quem furta a bala, ou quer suavizar para os latrocidas.

Embora sejam corrupções, os crimes são distintos que possuem pesos diferentes na sociedade.

 É por isso que existe a Código Penal com as suas dosimetrias.

Justamente para que cada qual pague pelo dano que causou à sociedade.

Se causou pouco dano, é pouca pena; se causou grande dano, é pena grande.

Isso está resolvido de maneira convencional na sociedade brasileira.

Passando a ideia para a política, o certo seria punir e rejeitar grupos políticos diante dos danos causados à sociedade, em que um malfeito de caixa 2 não seria tão pesado quanto uma corrupção estruturada na ordem de bilhões.

Traduzindo: se o eleitor iguala um político fazer caixa 2 na ordem de milhões com uma corrupção estruturada de um grupo político da ordem de bilhões, das duas uma: ou o Sistema pune pesadamente quem está fazendo caixa 2 ou vai suavizar a quem fizer a corrupção estruturada na ordem de bilhões.

Reinaldo Azevedo, certa feita, disse que se todos são iguais, Lula é melhor. Ou seja, se todos são corruptos, Lula ganha a eleição.

Que é a premissa do título deste texto: a falsa equivalência beneficia o mais ladrão.

Flavio Bolsonaro apostou na superação da falsa equivalência em um primeiro momento.

O bolsonarista pensou: se Flavio faz corrupção de rachadinha, mas o petismo faz corrupção de bilhões, o eleitor irá entender a diferença entre as contravenções e a direita ganhará a eleição.

Porém, veio o caso Master em que o petismo está mais encurralado que os bolsonaristas.

Mas, diante do moralismo de goela, se os dois grupos são corruptos, o Lula é melhor. Porque a falsa equivalência beneficia o mais ladrão.

O certo é votar no candidato honesto. O único honesto, neste primeiro turno, chama-se Augusto Cury – não há nenhuma denúncia contra ele até o momento. Mas este candidato está a fazer 2% nas pesquisas eleitorais.

É preciso entender que na polarização de populista, a votação é afetiva, então os dois grupos irão defender os seus corruptos de estimação.

Sabendo desta situação, ainda há um voto de consciência, de opinião, mesmo na polarização de ladrões: votar no menos ladrão.

Mas realmente a eleição de 2026 é sem saída àqueles que defendem a moralidade politica antes de qualquer outra situação.

A polarização de ladrões diminui a quantidade de pessoas que faz voto de opinião.

 

 

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