Tabata Amaral: O PSB Tem que Ocupar o Lugar do PSDB das Antigas
Durante
entrevista ao canal do Youtube Market Makers, publicado no dia 03 de abril de
2026, Tabata Amaral enfatizou que o PSDB antigo é melhor que o atual. E disse
que o partido se perdeu.
O PSDB não se perdeu e tanto o antigo quanto o atual são iguais.
A
política é cíclica e tem os seus altos e baixos. No passado, por causa dos
legados do FHC, era mais fácil fazer política e ganhar eleições. Hoje, com o
partido sendo boicotado e perseguido, é mais difícil conseguir conquistar
resultados positivos.
Todos
os partidos cometem erros. E o tempo dá resposta a tudo. Por isso que o partido
volta a ter força na política nacional.
A
única diferença entre o PSDB antigo do atual é que os políticos cabeças brancas
se aposentaram e os cabeças pretas estão na luta para manter o partido em pé.
Mas
tanto o PSDB antigo quanto o atual compartilham dos mesmos ideais regidos pelo
partido.
Ambos
defendem a economia liberal, diferenciando-se do dirigismo petista.
Ambos
defendem direitos humanos, diferenciando-se do autoritarismo bolsonarista.
Que,
aliás, são os pontos que a deputada Federal do PSB bem destacou em sua
argumentação.
Tabata
Amaral acha que pode fazer o PSB virar um PSDB das antigas ao tornar-se um partido
de centro.
Algo
que beira ao impossível.
Porque
o PSB é um partido de esquerda.
Tem
no nome o espectro político socialista.
A
cor vermelha do partido remete ao socialismo.
As
teses e o estatuto do partido não permitem ser centrista porque é carregado de ações
de esquerda.
Para
o PSB virar o PSDB das antigas e centrista, além de mudar desde a estética até
a convicção, na parte pragmática o partido da Tabata tem que fazer algumas
coisas como:
Não
trocar a própria convicção por cargo de ministério ou vice-presidência da república
para um partido extremamente de esquerda – como é o caso do PT.
Ir
para a oposição ao petismo e denunciar todos os erros, omissões e corrupções do
partido do Lula. Porém, sem se alinhar a outro grupo poderoso ao mesmo tempo.
Ou
seja, tem que ser nem-nem: nem Lula nem Bolsonaro.
Porque
se for alinhado automaticamente a favor do PT do Lula, esta legenda não é
considerada nem o PSDB das antigas nem de espectro centrista.
Tem
que defender a tese de que o capitalismo é um mal necessário e não um mal que
tenha que ser superado para colocar no lugar o socialismo de fato.
Nesta
questão, tem que entender que as privatizações não são objetos de vilanias. Ao
contrário, é a solução diante a realidade imposta.
Tem
que rejeitar o culto à personalidade e o populismo barato de grupos de
extrema-direita e extrema-esquerda.
Tem
que ir para a disputa eleitoral até mesmo enfraquecido por defender o que
acredita.
Tem
que ter firmeza:
O
partido prefere morrer a se submeter a grupos políticos que fazem mal ao Brasil.
Tem
que defender ajustes fiscais e responsabilidade fiscal. Ou seja, tem que cortar
na carne e ainda agir com medidas impopulares no curto prazo, mas que darão
resultados positivos de longo prazo para o país.
Tem
que bater de frente quando não está contente porque a política não é um
concurso de miss simpatia.
Se
o PSB conseguir fazer tudo isso, já estará no mesmo patamar do PSDB atual. Já o
PSDB das antigas, da forma como o partido da Tabata faz política hoje, não tem
como superar.
Tabata:
ao querer ser centrista, mas sem se afastar das benesses do poder que tanto se satisfaz,
é ser centrão. Pode ser que você deseja, de forma inconsciente, que o PSB seja um
PP ou União.
Para
ser o verdadeiro centrista e/ou o PSDB das antigas, tem que se afastar das
benesses, com os seus cargos em ministérios, recursos públicos em emendas e relações
interpessoais de poder. Tem que se afastar do cálice político para legitimar a convicção.
Tabata,
acredite no conselho:
É
mais fácil você virar Tucana do que tentar fazer o PSB virar o PSDB.
Para
finalizar: este que vos escreve gosta da Tabata Amaral.
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