Privatizações: Eles Subestimam Você!
Você
pensa assim:
A
Petrobras é estatal e retira petróleo do solo.
Se
vender a Petrobras, esta empresa levará consigo todo o petróleo do Brasil.
Logo,
vender a Petrobras é perder a soberania energética e ser entreguista das
riquezas minerais – seja para o grande capital e/ou outro país.
Essa
lógica, embora faça o imaginário popular brasileiro desde a era getulista, é
falsa.
Porque
uma coisa é a empresa Petrobras como CNPJ. Ela pode ser estatal, privada ou
mista.
Outra
coisa é quem é dono dos minerais que ficam no solo brasileiro.
E
o dono de todo os minérios do Brasil é a união.
Constituição
[1988]:
Abram-se
aspas.
Art.
176 da Constituição Federal, de 1988
Art.
176. As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de
energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de
exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário
a propriedade do produto da lavra.
Fecham-se
aspas.
Tanto
é que se você achar petróleo no teu terreno, ele não é teu; é da união.
Justo ou injusto? É assim que funciona.
Se
você vender a Petrobras para qualquer pessoa que seja, brasileira ou não, ela
terá propriedade somente do que já está sendo executado mercadologicamente, não
podendo mudar os contratos e as negociações passadas, nem tendo direito
adquirido de riquezas minerais futuras.
E
para conseguir mais exploração de petróleo, terá que pedir autorização para a
união – a verdadeira dona das riquezas minerais.
Além
de ganhar os leilões feitos pela união.
E
quem é a união? É o governo federal, mais precisamente a pasta do Ministério de
Minas e Energia.
Pelas
regras vigentes no Brasil, ser entreguista não é mudar de mãos o CNPJ, fazendo
a empresa deixar de ser estatal para virar entidade privada.
O
entreguista sempre será o presidente da república em exercício, junto com o seu
ministro de minas e energia, ao conceder o direito de exploração das riquezas
minerais.
Só
para se ter como exemplo, em setembro 2010, uma semana antes da eleição
presidencial, o Lula foi na bolsa de Nova York privatizar o pré-sal.
Chamou
de capitalização.
A
partir daquele momento, toda a exploração do pré-sal teria que passar pelo
crivo da economia de mercado.
Quando o governo passou a se intrometer
politicamente, começou a indicações políticas, o que gerou o petrolão – a maior
corrupção da história do Brasil.
A
ilustração publicada acima mostra que além da privatização ser ruim porque
perderia a soberania energética e nacional, o que é falso, ainda é totalmente
enviesado contra o progressismo ocidental.
Além
de tudo vem com carga de preconceito.
Por
fim, o mundo é regido pela economia liberal.
O
ocidente capitalista venceu o oriente socialista no muro de Berlim.
O
muro de Berlim mostrou que o estado empresário, junto com o seu dirigismo, não
consegue fazer nem preço na gôndola do supermercado, quanto mais gerar
prosperidade para as pessoas.
Estatal
é uma concepção de que a empresa é de todo mundo. Se é de todo mundo, não é de
ninguém. E aí fica fácil fazer corrupção por quem está no poder.
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