Motoristas e Entregadores de Aplicativos Rejeitam a Taxa Mínima de Serviço
Deu n’O Globo [14/04/26]:
Abram-se
aspas.
Motoristas
e entregadores de aplicativo realizaram um protesto contra o Projeto de Lei
Complementar (PLP) 152, que propõe a regulamentação da categoria. Segundo
manifestantes, que se reuniram no final da manhã na praça Charles Miller, no
Pacaembu, Zona Oeste de São Paulo, o projeto prioriza apenas as plataformas
digitais.
Fecham-se
aspas.
Na
teoria, criar uma taxa mínima de entrega e uma taxa fixa por quilometro rodado
parece ser justo e humanitário. Se não houvesse desarranjo econômico que afetasse
os próprios trabalhadores, tais ações seriam aceitas pelos próprios profissionais
dos aplicativos e também pela população.
O
problema é que criar uma taxa mínima de serviço acoplado com a taxa mínima de
quilômetro rodado gera aumento de preços dos produtos.
O
que faz o projeto mexer tanto na oferta quanto na demanda de prestadores destes
serviços.
Na
demanda, os consumidores dos aplicativos poderiam pedir menos comidas e lanches,
com a consequência de se fazer menos corridas de transporte, caso o preço final
do serviço aumente.
Na
oferta, ao criar a taxa mínima com quilometragem mínima fixa gera incentivo
para os “novos entrantes” se cadastrarem para oferecerem o serviço para aumento
de renda, o que é chamado de bico. O que aumenta a quantidade de prestadores de
serviço de entrega.
Mais
oferta de motoristas e entregadores de aplicativos, e menos demanda por
consumidores ao comprarem o serviço, a conclusão resulta em aumentar
drasticamente a ociosidade de espera entre terminar um serviço e conseguir
fazer outro, além de ter mais prestadores de serviços ociosos esperando o
próximo serviço.
Ou
seja, aumentou-se a taxa mínima de entrega e a taxa de quilometragem. Porém, o
tempo de espera entre conseguir um serviço e outro demorará mais.
Como
as empresas de aplicativos não remuneram a ociosidade, esta situação não é
problema para estas empresas. O único problema é a redução de demanda de
serviços. Mas parece que estas empresas preferem o formato de regulamentação do
que a livre iniciativa.
E
quando as empresas estão do lado da regulamentação e o trabalhador está do lado
da liberdade de serviço, isso faz com que Marx atenda ao grande capital e Mises
seja anti-sistema.
É
surreal, mas é isso o que está acontecendo neste momento.
Outro
fator curioso é a questão de os políticos burocratas criarem uma lei de cima
pra baixo, não escutando os profissionais, como se eles soubessem o que é
melhor para o trabalhador do que os próprios trabalhadores.
Além
de ver as esquerdas jogarem esta regulamentação no colo do centrão para esconder
as digitais desta lei que o próprio trabalhador não quer.
Porque
este projeto foi muito debatido no Ministério do Trabalho do Luiz Marinho, no
ministério do Lula.
Por ora, os trabalhadores não querem esta regulamentação.
Porém, não estão satisfeitos com a situação. Querem fazer parte do debate para decidirem
o que é melhor para todos, ou seja, até mesmo para os próprios trabalhadores.
Sem
político burocrata fazendo lei de cima pra baixa que prejudica os próprios
trabalhadores.
Há
também uma sensação geral por parte da população brasileira: ninguém aguenta
mais taxações.
Fonte:
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/04/14/motoristas-e-entregadores-de-aplicativo-protestam-em-sp-contra-pl-que-regulamenta-o-setor.ghtml
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