Gustavo Franco: Controle de Gastos Públicos: nem Esquerda nem Direita. É Matemática!

 

 

O economista Gustavo Franco, um dos pais criadores do Plano Real, convidado no Podcast da XP Investimentos no canal do Youtube, em 08/04/26, disse, em resposta ao Haddad, ministro da fazenda do Lula, que controlar os gastos públicos não é Direita nem Esquerda. É Matemática.

A turma petista tem como mantra: “gasto é vida”. Como se existisse Estado grátis e dinheiro infinito, Haddad, mesmo com recorde de arrecadação, fez expansionismo fiscal ao ponto de gerar o maior endividamento público da história do Brasil.

Como não existe Estado grátis e dinheiro infinito, o Brasil tem que se ver agora com um problema gigantesco de crise fiscal.

É por isso que ajuste fiscal se faz por bem ou por mal.

Ou o grupo político tem como visão ideológica de que o dinheiro público tem que ser bem administrado e com zelo para não gerar aprofundamento de crises econômicas.

Ou o grupo político acredita que pode gastar muito, gastar mal, entregar pibinho, com o mantra gasto é vida, e terá que se ver com o agravamento da crise fiscal, ao correr para tentar reverter o quadro de descontrole e desastre das contas públicas.

Fica a lição: seja por administrar bem o dinheiro público do cidadão de forma antecipada ou destruir as contas públicas e ter que resolver os problemas fiscais posteriormente, nas duas questões há a necessidade de ajuste fiscal.

Porque controlar as contas públicas e fazer ajuste fiscal não é esquerda nem direita. É matemática.

Existe limite orçamentário para poder brincar de festa com o dinheiro público. E quando este limite chega, cortar gastos públicos não é questão de querer ou não, mas de obrigação.

Lula iniciou o seu governo ao acatar as condições em que o governo Bolsonaro deixou ao país, que era de expansão fiscal, além de também aumentar o expansionismo fiscal ao recorrer a PEC da Transição, com aumento de gastos públicos na ordem de R$ 180 bilhões de reais.

Ou seja, Lula não segurou o expansionismo fiscal do antecessor Bolsonaro e ainda fez mais expansionismo fiscal para manter o populismo do gasto é vida em curso. Resultado: 100% da dívida em relação ao PIB, mesmo tendo recorde de arrecadação de impostos no Brasil.

Lula, por meio do Reinaldo Azevedo, o PET de estimação do PT, só sabe se defender com uma indagação: Cortar onde?

E a resposta é simples: Não dá pra saber estando na oposição. E nem é obrigação de fazer uma listagem prévia sobre isto. Cabe ao governo Lula consertar o problema fiscal do país. Se não conseguir, pede licença e se aposenta.

Porque só dará para saber onde cortar, ao listar os esqueletos escondidos no armário, após ganhar a eleição e começar a fazer o pente-fino.

Todo mundo sabe que há um problema que é sintomático, até o Reinaldo Azevedo sabe disso, porque ao invés de dizer que não há problema fiscal, a defesa é fazer pergunta capciosa e retórica sobre: onde cortar.

Uma coisa é certa: O PT realmente não sabe onde cortar. Porque não fez cortes quando assumiu o poder e ainda aumentou o expansionismo fiscal com a PEC da transição. Do petismo, só o que se espera é um aprofundamento da crise fiscal e econômica no Brasil.

Entre a dúvida sobre corte de gastos, como proposta de governo de qualquer opositor do PT, e a certeza de um governo corrupto e incompetente que só sabe gastar muito, gastar mal e entregar pibinho, o melhor a fazer é escolher o duvidoso do que o certo.

Se o Lula ganhar eleição, Lula herda Lula. Crise fiscal e econômica, com certeza de impeachment.

Se outro político da oposição ganhar, essa vitória dará fôlego para cortar gastos sem causar incêndio no Brasil.

Uma coisa é certa: o petismo não dá mais.

 


 Entrevista completa: 



Comentários