Geração Z Não Quer Votar
Geração
Z Não Quer Votar
Quando
o assunto é votar, a Lei Felca pega com primor: o jovem não quer se “adultizar”.
Segundo
dados da Unicef, somente 20% dos adolescentes entre 16 e 17 anos tiraram o
título de eleitor e estão aptos a votar em 2026.
Embora
o voto seja opcional para esta faixa etária, o número de adesão é considerado
baixo ao comparar com o ano de 2022, período em que se registrou 34% de títulos
eleitorais retirados pelos adolescentes brasileiros.
Há
motivos para o jovem, em sua maioria, não querer exercer a cidadania nesta
eleição de 2026.
Ao
contrário da narrativa da mídia, o Brasil não está bem nem econômica nem
politicamente.
No
campo econômico, o jovem está desencantado com o governo Lula que prometeu
picanha na campanha eleitoral e, após virar presidente da república, entrega
programa Desenrola para as famílias endividadas porque não conseguem pagar as
despesas do dia a dia.
No
campo político, a polarização vem de um embate de dois governos recentes. O
anterior, pelo Bolsonaro, que não soube lidar com uma pandemia; e o Lula que mostra
desgaste do modelo governamental que não entrega resultado positivo de fato.
Entre
o ruim e o pior, o jovem virou isentão: prefere não ir votar.
Note
que nem o programa Pé de Meia gerou um entusiasmo para o jovem fazer o ato cívico
de votar.
O
jovem carrega a tendência para esta eleição de 2026: um possível recorde de
ausência generalizada no embate presencial.
O
resultado aquém do esperado é ruim para a democracia e péssimo para a
cidadania.
A
realidade se impõe em números: o futuro do Brasil está desalentado quanto à
questão política e eleitoral.
Chico
Anýsio tinha um personagem chamado “Jovem”, um homem adulto com síndrome de
Peter Pan que se caracterizava como militante político adolescente. A esquete
trazia dois fatos: homens que se comportavam como adolescentes; 2) muitos
adolescentes gostavam de política e faziam ativismo de fato.
Tal
arte remetia a essência, ao menos, do adolescente gostar de política ao ponto
de se satirizar pelo humor.
Hoje,
o adolescente perdeu o encanto e abandonou a política ao nem ir votar.
Se
o cenário não mudar, será o maior índice de abstenção indireta na história.
A
conclusão que se chega é que o jovem da geração Z faz da ausência o protesto
silencioso ao se isentar na votação de 2026.
A
insatisfação pode virar protestos massivos após 2026. Porque a ausência na urna
não significa abandono de defesa de causas políticas. No mundo todo a geração Z
fez protestos políticos e no Brasil não será diferente.
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