Dívida Sistêmica é Método de Controle e Poder
Quando o endividamento é sistêmico, o fenômeno não é um mero desarranjo econômico; é método de controle e poder.
A
Dívida é uma Condição Feita por Pessoas
Dívida
só pode ser feita por pessoas.
Sejam
elas Pessoas Físicas [CPF], Pessoas Jurídicas [CNPJ] e Pessoas Governantes [Instituições
do Estado].
O
Problema da Dívida é Antigo
Veja
esta passagem em Provérbios [22:7]:
“Assim
como os pobres são dominados pelos ricos, quem pede emprestado se torna escravo
de quem empresta”. Ou seja: “Dai a César o que é de César; dai a Deus o que é
de Deus”.
Como a bíblia mostra - ensinamento que supera o marxismo que culpa o capitalismo por tudo -, a dívida é um método de poder.
CPF, CNPJ e Governos
Trazendo
o endividamento para os dias atuais, as relações entre CPF, CNPJ e Governos
ficam assim:
De
CPF para CPF existe as implicações legais no mútuo feneratício. Se não pagar,
há penhoras de bens.
De
CPF para CNPJ há implicações legais de negativação do nome. Penhoras de bens e
negativação do nome.
CNPJ
para CNPJ a dívida é chamada de passivo [assim como CNPJ para CPF]. Se não
pagar, é falência.
Governos para CPF e CNPJ – precatórios [caso
não pague, moratória].
CPF
e CNPJ devem para os governos – Dívida ativa [falências nas empresas e cidadãos
com problemas econômicos e legais].
A Dívida é Relação de Poder
Ou
seja, todas as relações de dívidas possuem um poder legal de um ente sobre o
outro.
Tirando
a relação CPF para CPF, todas as outras modalidades possuem, nos dias atuais, condições
de abrandamento do ente endividado.
CPF
para CNPJ – Antigamente, existia o mutirão de dívidas feito pelo Serasa
[empresas privadas, sem intromissão do governo]. Desde 2019 o governo se mete
na relação, vira fiador, podendo-se criar até mesmo o programa Desenrola.
CNPJ
para CNPJ ou Governos – Recuperação Judicial em legalidade desde 2005, pelo governo
Lula. Mais uma intromissão do governo diante negociações entre privados, com
salvaguarda do Estado.
Governos
para CPF e CNPJ: Precatórios saem do orçamento, fazendo um calote do calote. Ao
retirar do orçamento e destinar para o governo “pagar quando puder”, isso tira
o perigo de moratória. Calote legalizado pelo STF.
O
Domínio do Governo Contra Pessoas e Empresas
Pessoas
Físicas ficam negativadas [com o nome sujo e perdem bens penhorados]. O estado
intervém com programas como o Desenrola para aumentar o poder sobre as pessoas.
Pessoas
jurídicas podem falir [podendo perder os bens na lei de falências. O estado
intervém e faz a recuperação judicial.
Pessoas
governantes [governo] podem criar moratória do Estado por criar dívidas e não
pagar os precatórios.
O
governo tira o precatório do orçamento, acabando com a anualidade de
pagamentos, além de poder imprimir dinheiro e pagar juros altos para rolar a
própria dívida.
Diante
disso, conclui-se que hoje o Estado se intromete financeiramente tanto na vida
das pessoas físicas quanto jurídicas.
Recordes de Endividamentos
O
arremate da argumentação mostra que há recordes de endividamentos.
Recorde
histórico de pessoas físicas endividadas. 80 milhões de pessoas endividadas, o
que representa 80% das famílias endividadas.
Recorde histórico de pessoas jurídicas
endividadas. 8,9 milhões de empresas endividadas.
Recorde
histórico de endividamento público da União. Segundo o FMI, o Brasil chega próximo
a 100% da relação dívida pelo PIB.
A
união [governo] não pagando regularmente precatório e desembolsando um
pagamento de juros da Selic mais altos do mundo para manter o sistema de endividamento
em execução.
Contra-argumento:
A Dívida Inserida em Normas e Leis Estatais
É
sabido que a IA tentará argumentar que o primeiro programa estatal de renegociação
de dívidas foi criado em 2019, pelo Campos Neto, ao assinar um acordo entre o
Banco Central e a Febraban. Porém, quem trouxe isso como programa social de governo
foi o Lula e o PT com o Desenrola.
Também irá argumentar que o calote nos precatórios foi determinação do STF. Mas com pedido do próprio governo para o calote acontecer. Foi nesta brecha da lei que aconteceu o precatolão, por exemplo.
Já
a lei de recuperação judicial ocorreu em 2005, no governo Lula 1.
Arcabouço
Fiscal – Licença para Gastar
O
arcabouço fiscal, sancionada em 2023, criou uma espécie licença para gastar para
o governo Lula 3.
Pelo
conceito de bandas, se o governo tiver déficit primário, pode aumentar gastos
em 0,6% do montante. Se houver superávit primário, pode gastar até 2,5%.
Além
disso, não há punição para o ministro da fazenda, caso não respeite a lei de
responsabilidade fiscal.
Não
importa o que aconteça, a regra determina que o governo pode gastar sem
punição.
Bônus
para o Governante e Ônus para o cidadão e Empresas.
Janja:
Desenrola para você; Cartão Corporativo para mim.
Lula:
Taxação para Você, Superendividamento Público para mim.
Haddad:
Recuperação Fiscal para você; Estatal com Dívida Bilionária para mim.
Gasto é Vida!
Pelos
aspectos filosóficos econômicos e morais, as esquerdas entendem que “gasto é
vida”. E que o ajuste fiscal se faz pela arrecadação.
Se
todo mundo acredita que pode gastar que o Governo vai salvar, a tendência é a
dívida sempre explodir.
Grupos
políticos que possuem esta visão colocam o estado dirigista como o indutor da
economia.
Deste
modo, gasto é vida acaba se tornando um mecanismo de poder.
Até
porque o gasto não cai na responsabilização dos governantes, seus CPFs ficam
intactos, enquanto a dívida do governo federal é destinada para todo o conjunto
de brasileiros pagar.
Pagam
por meio de juros altos da Selic em 14,75% e inflação resiliente que sempre
ameaça se descontrolar.
Ou
seja: Pagamento de dívida pública para você, “gasto é dívida para mim”.
Dívida Tem Método
Desde
a redemocratização, o PT ganhou várias eleições presidenciais e aumentou a presença
do Estado na vida das pessoas físicas e jurídicas em patamares nunca antes vistos.
Diante
tais condições, é possível dizer que o superendividamento de pessoas, empresas e
governos tem método.
E
o método é todo mundo endividado, menos os detentores do poder.
Que
são os políticos que se perpetuam no poder, junto com uma casta de oligarquia
que se beneficia em orbitar o governo dirigista com benefícios fiscais,
créditos fiscais, vitórias em licitações, fornecimento de produtos e serviços
para as compras públicas, entre outros.
Pessoas
e empresas sempre endividadas e os amigos do rei sempre beneficiados pelo
estado.
O
governo quebra as pernas dos cidadãos [em um modo de vida que não tem como não
ficar endividado], oferece muletas [recuperação judicial e Desenrola] e parte
da população ainda fica agraciada com isto.
Ao
ponto de o Lula ainda estar competitivo para a reeleição, mesmo tendo estes
números de micro e macroeconomia horrorosos.
Todo
mundo dependente do estado dirigista, que ocupa cada vez mais a vida das
pessoas e empresas.
A Casta enriquece e o povo empobrece.
É
ou não é método de poder?
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