Brasileiro Virou o Julius: Mais de 1 Emprego de Renda Extra para Sobreviver!
Deu no Diário de Pernambuco [02/03/26]:
Abram-se
aspas.
O
levantamento indica que os trabalhos extras atendem a diferentes demandas do
dia a dia: 46% dos entrevistados usam a renda adicional para complementar o
salário mensal, 26% destinam o valor ao pagamento de contas básicas e 23% veem
nesse ganho uma forma de conquistar maior autonomia e estabilidade financeira.
Fecham-se
aspas.
É
oficial: o brasileiro virou o Julius da série Todo Mundo Odeia o Cris. A série
não se tratava somente de entretenimento, mas um treinamento cognitivo para
fazer o brasileiro se acostumar com a ideia de o trabalhador ter mais de 1
Emprego de renda extra para sobreviver.
Isso
leva à lógica de que a escala 6x1, vinda com redução de jornada semanal de
trabalho [de 44 horas para 36 horas semanais], tenha uma justificativa de
bem-estar para a população, sendo que o fato é que estão flexibilizando as
jornadas para caber mais de um emprego no dia a dia do trabalhador. Ou seja,
ter dois empregos ou mais, assim como o Julius, será o novo normal para o brasileiro.
Para
o IBGE, a adaptação. Se João tem dois empregos e José não tem nenhum, logo, os
dois estão empregados. E isso determina o pleno emprego.
Desta
forma, fica a divisão: uma parcela da população tem dois empregos para
sobreviver; para pagar a outra parcela da população que é desalentada com Bolsa
Família. Pleno emprego.
Aliás,
o IBGE foi tão bem-sucedido em esconder a realidade estatística brasileira que o
arrocho salarial, a perda de poder de compra e a falta de qualidade de vida
parecem meras novidades, como se tais informações de precariedade social brotassem
na mídia de repente e do nada.
O brasileiro, assim como o Julius, não busca
mais de um emprego para melhorar ainda mais a qualidade de vida. É justamente
ao contrário. Tem que por necessidade arranjar dinheiro para conseguir
sobreviver em meio a tanta taxação, aumento de preços e piora na qualidade de
produtos e serviços.
No
mundo da fantasia do Marcio Pochmann, sendo reverberada pelo Reinaldo Azevedo, com
as palavras de Lula: “a situação econômica está boa, mas percepção da sociedade
não é”.
Como
o governo não criou melhora econômica de fato, cabe ao marketing político dizer
que o problema é da percepção.
O
salário do brasileiro não pagar minimamente as contas no mês, tendo que
recorrer a renda extra para sobreviver, para o governo Lula é questão de percepção negativa de
economia e não uma economia ruim de fato.
Lula
quer se reeleger, pela quarta vez, para você, brasileiro, ter percepção de economia boa; e
não a vida do brasileiro estar boa de fato.
Marcio
Pochmann, feiticeiro dos dados estatísticos do Lula, irá mostrar na planilha do
Excel que o Brasil está bem.
Mas não está.
Registre-se!
Fontes:
Serasa:
Mais da metade dos brasileiros buscam renda extra para sobreviver
https://www.diariodepernambuco.com.br/economia/2026/03/11708915-serasa-28-dos-brasileiros-realizam-atividades-extras-para-reforcar-renda.html
a
situação econômica está boa, mas a percepção da sociedade não é.
https://www.poder360.com.br/poder-economia/situacao-economica-e-boa-mas-percepcao-da-sociedade-nao-e-diz-lula/
Comentários
Postar um comentário
Comente aqui: