Banco Central Independente: 3 Erros Grosseiros
É
sabido que este texto sobre os erros grosseiros desde que o Banco Central ficou
independente não é para o povão; é apenas para marcar posição. Para dar o
recado e dizer: Estamos de olho em vocês!
Os
3 Erros Grosseiros do Banco Central Independente!
1º
Fluxo Cambial em 2022 – Campos Neto.
Em
ano eleitoral, Campos Netos publicou o fluxo cambial positivo, atração de dólares,
o que se considera atração de investimentos. Passou a eleição, o presidente do
BC na época corrigiu a informação e publicou fluxo cambial negativo [fuga de
capital].
Se não houvesse este erro grosseiro, é possível que Bolsonaro tivesse perdido para o Lula no primeiro turno. Porque haveria crise econômica em ano eleitoral. A economia iria ruir e muita coisa iria mudar por causa dos problemas econômicos [Selic, Inflação, dinâmica econômica, retração]. Campos Neto, no mínimo, criou um cenário econômico de paz, o que beneficiou diretamente Jair Bolsonaro.
2º
Demora para Liquidar o Banco Master – Galípolo.
Todo mundo está vendo o escândalo do Banco Master no noticiário nacional. Embora seja um banco de pequeno para médio, o fato é que muito dos problemas que acontecem agora poderiam ser dirimidos. A demora da liquidação pelo BC fez com que a massa falida operasse uma bola de neve. Tal letargia fez com que se exigisse um empenho maior para o Fundo Garantidor de Crédito.
3º
Ocultação da Dívida Pública Global – Campos Neto e Galípolo.
Em
2021, o Banco Central tornou-se independente. Ficou decidido também que os
bancos não precisariam mais captar títulos da dívida púbica pelo Tesouro Nacional,
pois, poderiam fazer isso pelo Banco Central.
O
que era para ser uma operação para modernizar o Sistema bancário brasileiro
virou ocultação de dívida pública.
Porque
os bancos compram os títulos no Banco Central, isso é registrado como endividamento,
mas não é publicado como dívida pública.
Ou
seja, o banco central oculta uns 13% de endividamento público simplesmente por não
publicar tal operação.
Na
mídia, o governo noticia que o Brasil está devendo 82% da dívida em relação ao
PIB.
De
fato, ao contar com a dívida alocada no BC, o brasil deve 95% do PIB. Como faz
o FMI.
É por isso que em 2021 e 2022 caiu drasticamente a dívida no governo Bolsonaro. Isso não foi pagamento da obrigação financeira, mas simplesmente o não reconhecimento da dívida global.
Será
que vem o 4º erro grosseiro?
Não
há fundamentos econômicos para que o Banco Central, em março de 2026, reduza a
taxa básica de juros, a Selic, para qualquer patamar que não seja pelo menos a
manutenção em 15%.
Porque
o governo Lula aumentou a arrecadação e essa arrecadação não foi capaz de fazer
uma redução no endividamento público.
O
problema é que a partir de agora o governo não tem mais como raspar o tacho.
Acabou o boom arrecadatório
Já
zerou o fundo de PIS/Pasep, depósitos judiciais, valores esquecidos, fundos de
reservas e setoriais.
Terá
muitos problemas para conseguir arrecadar o que já arrecadou em 2025.
Sem
falar que a taxação generalizada já está fazendo a economia entrar em colapso.
Basta ver que 2025 foi o recorde de recuperação judicial das empresas no
Brasil.
Também
está batendo o recorde de endividamento das famílias, o que faz a arrecadação ser
reduzida por não conseguir pagar as obrigações [calotes]. Quem financiou o apartamento
da caixa não paga as prestações, quem pegou empréstimo no Banco do Brasil não
está conseguindo honrar o compromisso, quem financiou o carro pelos bancos públicos
não está pagando o financiamento.
Com receita menor do que as despesas e não querendo cortar nenhuma despesa [o governo Lula não faz nenhum esforço para isso], o certo é que cortar a taxa Selic em março é um erro grosseiro.
Portanto:
Infelizmente,
desde que o Banco Central se tornou independente, os erros ficaram maiores do
que antigamente, quando o Banco Central era vinculado na pasta do ministério da
fazenda e qualquer erro que fizesse recaía no presidente da república.
O
Banco Central está hoje cometendo erros que ajudam os governos vigentes, mas
sem dar a condição de pressionar politicamente o governo porque a instituição é
independente. É o pior dos mundos. Beneficia governo incompetente e leva a culpa
por ele.
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