Tarcísio de Freitas: Agora ou Nunca

 


Emissários do governador de São Paulo vêm a público dizer que o foco do Tarcísio de Freitas, em 2026, é a reeleição ao governo de São Paulo. E que após honrar o compromisso com os paulistas, se candidatará a governador a partir de 2030.

Se liga no óbvio: é agora ou nunca.

Porque o bolsonarismo está fazendo a estratégia para que o nome da sua família seja forte além desta eleição, pleiteando poder eleitoral para os próximos 20 anos, pelo menos.

Se o Flavio Bolsonaro herdar os votos do Bolsonaro, será competitivo, embora seja castigado na campanha eleitoral.

Trabalhando com a hipótese de fim da reeleição, o bolsonarismo pode até mesmo fazer um rodízio de candidatos filhos do Bolsonaro nas próximas eleições.

Se Tarcísio não disputar agora, não disputará mais porque não conseguirá ter oportunidade para isto.

Já com o Lula e as esquerdas, a ameaça é diferente. Lula vence Flávio facilmente, até no primeiro turno, esta eleição de 2026.

Mas haverá um encontro profundo com a realidade econômica em 2027, além do desgaste de 4 eleições como presidente, somado com a incapacidade de fazer sucessor, tudo isso fará o bolsonarismo mais forte do que nunca nas próximas décadas.

Porque o Lula das próximas eras será o bolsonarismo.

O eleitorado de Jair Bolsonaro não evaporará após a derrota do Flávio em 2026. E será repassado para os seus filhos por um bom tempo.

Toda escolha há uma renúncia.

Tarcísio não querer e/ou não conseguir disputar agora, em 2026, é o fim do sonho de presidente.

Lula ao escolher o Flavio Bolsonaro conquista uma vitória mais fácil de reeleição. Porém, gera um futuro pior para as esquerdas.

Flávio consegue segurar o voto do bolsonarismo para si. Mas será tão castigado nesta eleição que o bastão será passado para outro filho em 2030.

O centrão ao se submeter a polarização terá que se submeter “para sempre”.

Deste modo, é agora ou nunca para Tarcísio de Freitas.

Para a família Bolsonaro o cenário está bom.

Para o Lula é uma vitória de Pirro.

E para o centrão é submissão.

Se o Lula é um fenômeno de 40 anos em atividade, o bolsonarismo busca isso, após o lulismo.

 

 

 

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