Ciro Gomes: Aqui Não Tem Ladrão!
Ciro
Gomes, na sua cerimônia de filiação, entregou em um pequeno período de tempo o
que faltou no PSDB nos últimos 25 anos. O último político raiz que os Tucanos
tiveram foi o saudoso Mario Covas com os seus discursos mais efusivos.
De
lá pra cá, o PSDB fez política naquele pau-molismo em que os críticos, com
razão, dizem que o partido sempre esteve em cima do muro ou de ser muito
elitista.
O
Problema é antigo. Em 2011, o grande Millôr Fernandes cunhou o seguinte
aforismo:
“Políticos
do PSDB têm curioso senso de oportunidade; ficam em cima do muro até a última
hora e, quando não têm mais jeito, saltam pro lado errado".
Na
época em que o Millôr criou o aforismo, o PSDB fazia polarização com o PT. Ou
seja, o ente polarizador estava em cima do muro.
Deste
modo, pode-se falar o que quiser do Ciro Gomes, menos que ele seja um político
que fica em cima do muro.
Incisivo
e contundente, até mesmo o Olavo de Carvalho gostava dele.
Em
um momento em que o bolsonarismo foca em somente salvar o Bolsonaro e que a
direita se digladia em divisões tolas, com discussões vazias, o discurso do
Ciro Gomes soa como um alento contra um petismo que surfa sem oposição neste
período estratégico da política.
Faltando
1 ano para a eleição aparece o Ciro desnudando as contradições, revelando a
imoralidade e exibindo a essência de um PT que é contraditório, imoral e vazio.
No
ponto alto, Ciro disse que:
Lula
em 2002 chamou o José Alencar, do Partido Liberal do Valdemar Costa Neto, como
vice.
O
Lula em 2022 chama o Alckmin para vice, fundador do PSDB, agora socialista.
E
termina dizendo que: aqui não tem ladrão! Já no PT dá pra dizer isso?
Traduzindo
o que o Ciro Gomes falou numa discussão de bar:
Vocês
petistas fazem contradição e cobram coerência de mim? Vão tomar no olho dos seus
c*s!
Ciro
vai ser governador ou presidente?
Tudo
vai depender dos ventos políticos daqui pra frente.
Ao
PSDB, basta a legenda somente não atrapalhar que tudo dará certo.
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