Tática da Intrusão: A Internacional

 

Por: Júlio César Anjos

 

A Eleição da Argentina, cuja ocorreu no dia 20/11/23, foi explícita quanto à questão do fenômeno da internacionalização das eleições, em que o povo argentino sofreu interferência externa na hora da tomada de decisão em quem votar, por causa da tática de intrusão, que forçou de fora para dentro a polarização no qual fez o argentino não ter pra onde correr. Isso gerou uma espécie de fatalismo e determinismo no cenário eleitoral.  

A partir do momento que países movimentam-se de forma escancarada e despudorada para influenciar eleições alheias, isso se conflagra fim da soberania nacional, introdução ao globalismo, morte da naturalidade e das questões intrínsecas regionais e foco no internacionalismo.   

Quem acompanhou o pleito ao ser um observador alheio ao embate viu que a sensação era que, em alguns momentos, Lula e Bolsonaro eram quem estavam disputando a eleição, sendo que Massa e Milei não passavam de títeres dos populistas brasileiros.

Os dois líderes populistas brasileiros [Lula e Bolsonaro] emprestaram os seus marqueteiros, dando a entender que o argentino como um todo não possui condição nem de fazer as suas próprias campanhas direito. Também exerceram influências nas redes sociais, com lulistas e bolsonaristas fazendo da eleição argentina uma disputa brasileira, o que determina a loucura desta era.

Antigamente, países influírem contra outros geravam denúncias acusatórias como estes exemplos a seguir: Globalista! Internacionalista! Apátrida! Entreguista! Vassalo! Colonizado!  Vendilhão!  

Ninguém da política queria ficar marcado por essas expressões porque isso significava derrota eleitoral e fim da vida pública.

Porque a população tinha um sentimento de responsabilidade de controle pelas ações para conduzir o país por conta própria. Ou seja, existia um pouco de cidadania, de sentimento de pertencimento e de patriotismo dentro da alma do brasileiro. Mas com os populismos de Lula e Bolsonaro isso se perdeu.

Se no cenário da eleição argentina os Hermanos se permitiram ser vassalos do brasileiro, o Brasil permite ser colonizado dos impérios do norte. Lula acha maravilhosa a China de Xi Jinping e o Bolsonaro é apaixonado pelos EUA do Trump. Dois títeres dos donos do mundo. E muito provavelmente a eleição de 2026 terá intrusão, via big techs, dos impérios do norte para manipular as eleições no Brasil.

Deste modo, o brasileiro não tem a capacidade em decidir por conta própria quem será o presidente do Brasil, embora ache que tenha. Assim como o argentino também achou que decidiu por conta própria o seu futuro, mesmo com as provas escancaradas de interferência externa do Brasil na eleição do país vizinho.

 Daniel Ziblatt e Steven Levitsky escreveram um livro chamado: “como as democracias morrem”. E no trabalho elaborado deram exemplo o envenenamento da república por dentro: como instituições aparelhadas, corrupções sistêmicas e infiltração em todos os setores da sociedade com o propósito de tomada de poder. Porém, os autores se esqueceram, talvez por serem de um país imperialista, a tática da intrusão, cujo consiste em forçar a mudança de percepção do eleitorado de fora para dentro. Ou seja, outros países influenciarem na tomada de decisão do país em que possui eleição naquele momento.

As Big techs ajudaram a fazer esta transformação de maneira indireta. Elas não conseguiram de maneira direta mudar a visão da população local em abandonar a defesa nacional para aderir à grande festa internacional, mudando da rejeição da influência externa no ambiente interno para aceitação do globalismo eleitoral. Porém, as big techs ajudam eleger populistas. E populistas se aproximam de populistas em outros países, fazendo essa grande rede de amparo entre políticos transnacionais. Isso determina fim das soberanias nacionais porque o próprio povo não consegue escolher o seu futuro, embora ache que consiga.

 Este que vos escreve denuncia, desde já, a tática da intrusão eleitoral como sendo algo nocivo, cuja acaba com a tomada de decisão da população local em favor de alguma outra nação maior.

A tática da intrusão eleitoral significa o fim da soberania nacional e inicio da aceitação da internacional: Internacional Socialista versus Internacional Conservadora. E grupos políticos nacionais deixam de ser competitivos porque não pagam pedágio para os impérios internacionais.

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É por isso que o PSDB, maior partido nacional do Brasil, sem nenhuma ramificação internacional, sofre nesta nova era. Os tucanos são vítimas das forças globais.

 

 Tática da Intrusão: Influência de fora pra dentro

 

  

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