Guerras por Procuração: Democracias contra Ditaduras

 

Por: Júlio César Anjos

 

Guerra por Procuração - em inglês: Proxy War - é um conflito armado nas quais dois países se utilizam de terceiros — os proxies — como intermediários ou substitutos, de forma a não lutarem diretamente entre si. Hoje há esse tipo de conflito em vários lugares do mundo, como: Síria, Ucrânia, países africanos e Israel. Neste formato de conflito desta segunda década do século XXI, gerenciado pelos países tirânicos, é que claramente há uma distinção dos combatentes entre democracias e ditaduras.

Na Síria, com o surgimento da primavera árabe em 2010, o povo sírio questionou o governo do ditador Bashar al-Assad e reivindicou democracia. E neste caos, surgiram grupos paramilitares que questionaram o poder, como o Estado Islâmico que opera no Iraque e que tem apoio político do Irã. O conflito civil vira uma guerra por procuração, cujo Assad é defendido pela Rússia, o Estado Islâmico pela China [o chinês compra quase toda a produção de petróleo que vem do Iraque] e os americanos com intervenção própria e, depois, trabalham por apoiar os curdos na região. Não importa quem vença o conflito neste território, a Síria está destinada a ser uma ditadura para sempre, pois, os dois lados conflitantes que se impõem são ditatoriais: Estado Islâmico contra Assad, o que denota o fracasso estrondoso da primavera árabe.

Na Ucrânia, o ditador Putin reivindica não só a Crimeia, como também quer todo o território ucraniano para os russos. Ao querer restabelecer o império russo, as operações de extermínios contra o povo ucraniano mostram que o imperialismo putinista quer implantar uma tirania aos moldes da União Soviética. Enquanto a Ucrânia democrática é defendida pela OTAN, os ditadores russos possuem apoio da ditadura da China neste conflito.   

 Em Israel, o grupo terrorista palestino Hamas fez uma ofensiva cujo matou mais de 1000 israelenses na região. O Hamas tem em seu estatuto o extermínio do povo de Israel.

Na África, há um movimento sobre a restauração das ditaduras africanas. E por trás destas operações estão: China e a Rússia, cujos fornecem treinamentos, suprimentos e armas para os soldados insurgentes que se rebelam contra os governos vigentes. O Grupo Wagner, grupo paramilitar do Putin, opera na região ao apoiar as ditaduras africanas.

É sabido que os conflitos também se misturam em questões religiosas, étnicas, históricas, geográficas e geopolíticas.

Mas é preciso entender que há uma relação bem consistente entre defesas de democracias e avanço de ditaduras como a primavera árabe na Síria contra Assad e Estado islâmico; Ucrânia democrática contra uma Rússia que quer voltar à tirania soviética; Israel democrático e livre contra um Hamas terrorista.

 A ditadura só pode ser estabelecida em três situações: nacionalista [imperialista], religiosa [califado, monarquia] e trabalhista [comunista].

Qualquer país que queira estabelecer uma democracia de fato, com uma República estabelecida de verdade, corre o risco de sofrer agressões porque os califados, os nacionalistas/imperialistas e os comunistas brincam de guerrear ao fazer guerra por procuração pelo mundo.

Se no passado os EUA fingiam implantar democracia no mundo porque estavam em busca de petróleo; hoje, Rússia [nacionalista-imperialista], China [comunista] e Irã [califado] promovem guerras por procuração para aumentar as suas zonas de influência.

Aliás, é justamente por causa do fim da era de ouro do petróleo que agora os países se dedicam em lutar pelas zonas de influencia ao invés de captura de combustível. Por isso que essas guerras por procuração são combatidas entre Democracias e Ditaduras. 

   


 

 

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