Governo Lula: A Calmaria que Precede a Tempestade

 

Por: Júlio César Anjos

 

Ao buscar informações sobre a economia brasileira envolvendo as políticas econômicas e os mercados – tanto nacional quanto internacional -, as notícias em novembro de 2023 mostram o dólar caindo, a bolsa subindo, com o Brasil indo aparentemente bem. Porém, isso é apenas uma calmaria que precede a tempestade.

A escola austríaca é a que mais estuda o conceito de ciclos econômicos, que nada mais são que altos e baixos que acontecem nos países pelo mundo. E ao fazer essas análises, essa corrente ideológica consegue sentir algumas mudanças no ambiente. Isso significa dizer que quando tudo está indo tudo bem sem fazer sentido nenhum, é porque há alguma coisa que não cheira bem.

E ao analisar friamente como os austríacos fazem em seus cenários, 2024 será um ano de desafios.

Em 2022, o Bolsonaro fez o chamado “bolsa reeleição”, cujo turbinou distribuição de dinheiro na boca da eleição para tentar se reeleger. Isso gerou aumento de problemas no caixa do governo.

Em 2023, o Lula, vencedor da eleição, manteve a roda da gastança girando, pois, faz parte da ideologia das esquerdas o tal do: “gasto é vida”, como se houvesse dinheiro grátis e infinito. Então, abriu crédito extraordinário para jorrar dinheiro aos ministérios, prometendo pagar a farra com aumento em arrecadação.

O aumento na arrecadação não veio, aliás, houve perda arrecadatória do governo federal, então Lula, em ato de desespero, disse que iria revisar a meta fiscal. Porém, como uma galinha que cacareja para a esquerda, mas põe ovos para a direita, ele recuou da decisão. Porque o petista precisa enganar o mercado financeiro para fingir uma normalidade enquanto ganha tempo para tentar resolver os problemas que só acumulam. O problema é que o tempo esgotou.

O certo era o governo Lula ter feito o ajuste fiscal no início do seu governo neste ano de 2023. Primeiro ano do governo, com a oposição desorganizada, e com legitimidade pelo voto popular, fazer a responsabilidade fiscal faria com que as contas públicas se ajustassem num patamar aceitável, facilitando até mesmo a governabilidade petista para os anos vindouros.

Deste modo, não haveria 3% de PIB artificializado, é verdade, mas as contas públicas estariam estabilizadas.

 Agora, em 2024, Lula terá que conter o déficit fiscal, segurar estoque de dívida pública, manter na meta a inflação, controlar a Selic para que tais indicadores não se descontrolem ao virar uma bola de neve.

Mas caso vire uma bola de neve, tal situação gera a desgraça: inflação alta, déficit elevado, Selic nas alturas, dívida explodindo e fuga de capital mediante instabilidade fiscal.

O problema é que 2024 é ano de eleição. E quando há eleição, o governo gasta mais para falsear um cenário de prosperidade para tentar eleger os seus correligionários.

Deste modo, como 2023 não teve ajuste e em 2024 também não, é possível dizer que em 2025 o Brasil terá problemas econômicos por causa de falta de gestão vinda do governo petista. E em 2026 é eleição presidencial e o governo falseará uma prosperidade inexistente para vencer eleição. Ou seja, 5 anos de falsa bonança que só gera deterioração.

Como já dizia Milton Friedman: “não existe almoço grátis”. Uma hora a conta chega. Se um governo não tem responsabilidade fiscal por bem, terá que fazer ajuste fiscal por mal quando a crise bater na porta.

Deste modo, esse é o momento da bebedeira. Mas bebedeira demais gera ressaca. E a ressaca sempre vem, assim como os ciclos econômicos, de altas e baixas, que acontecem nas economias pelo mundo. Porque, em economia, a calmaria precede a tempestade.

Lula tá dilmando.

 

 


 

 

  

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