ONGs: Uma Farra que Não Acaba Mais
OPor: Júlio César Anjos
A
CPI das ONGs, presidida pelo Senador Plínio Valério do PSDB-AM, revelou vários
problemas relacionados às ONGs que operam na Amazônia. Seja dinheiro público ou
privado, ONG nacional ou internacional, a picaretagem corre solta nessas
instituições que se dizem sem fins lucrativos, mas que os dirigentes conseguem
lucrar até mesmo mais que empresas estabelecidas no mercado. Nunca foi tão
rentável abrir ONG e ser amigo dos barões do poder. É dinheiro certo que cai na
conta dos ativistas sem nem mesmo fiscalização. É uma farra que não acaba mais.
E por outro lado, é obrigação o ribeirinho continuar miserável para a roda
continuar a girar.
A
primeira picaretagem que salta aos olhos é o fenômeno ESG [Environment, Social,
Governance] que versa em recursos privados de grandes empresas para abastecer ONGs
de fachada. Ou seja, neste campo de atuação, o que as empresas querem fazer é
apenas marketing para ludibriar os cidadãos de que as grandes empresas estão
fazendo algo pela população. É um valor moral, uma missão, que a empresa
teoricamente propõe a fazer para compensar os danos que essas instituições capitalistas
fazem contra os povos. Então, teoricamente, retornam essa indenização com
defesa ambiental.
Deste
modo, muitas empresas trabalham com ONGs mais para fazer abatimento de tributos
no setor contábil. Sai recursos [que não existem], entra serviços [que não
foram efetuados] e a empresa consegue pegar um crédito de carbono aqui, um
subsídio governamental acolá ou qualquer vantagem que se estabeleça na regra econômica
nacional ou internacional.
Só
que neste vaivém, algumas ONGs conseguem passar a perna em empresas privadas. Como
é dinheiro privado, a população não liga e nem deve ligar mesmo. É cobra
engolindo cobra. E que os iguais que se entendam na justiça.
Já
no campo público, os recursos tanto nacionais quanto internacionais são
disputados pelas ONGs nacionais e internacionais.
O
dinheiro internacional, chamado Fundo Amazônia, por exemplo, é um recurso
liberado pela Alemanha para, teoricamente, as ONGs salvarem a maior floresta
tropical do mundo. Na prática, A Alemanha libera recursos do fundo para ONGs
alemãs que retornam esse financiamento para a Alemanha. Ou seja, o nativo da
Amazônia não vê nem o cheirinho do recurso e por isso a região norte é a mais
desigual do Brasil e talvez do mundo. Só que o nativo ganha uma fotinho com o
ativista que se vende como humanitário. Não é sensacional?
Isso
é feito para marketing também. Porque teoricamente o governo alemão de esquerda
vende a imagem de que está salvando o planeta pela pauta ambiental, as ONGs são
aplaudidas por estarem fazendo serviço humanitário e todo mundo fica feliz em
fingir estar salvando o mundo.
Na
prática, o fundo Amazônia só serve para enriquecer ativista ongueiro estrangeiro
que estorna esse dinheiro de volta para a Europa. Ongueiro com o bolso cheio
tomando vinho em Paris e o nativa da região norte no status quo. Ongueiro rico,
ribeirinho pobre.
E
na questão de dinheiro público nacional [brasileiro] para ONG nacional é quase a
mesma coisa. A única diferença é que esse recurso serve como caixa2 para manter
os grupos políticos com vantagem pelo doping financeiro e, ao serem
competitivos, manterem-se no poder por causa desta vantagem indevida.
Um
exemplo escandaloso de conflito de interesses se dá na relação promíscua da Ana
Toni, Secretária da Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, que é também
ligada à ONG IPAM, cujo recebeu R$ 30 milhões de reais do governo sem conseguir
mostrar contrapartida de serviço que justifique o alto valor de desembolso.
Deste
modo, não é ético uma secretária do Ministério do Meio Ambiente ser ligada a
uma ONG que justamente é beneficiada pelo governo. Isso é simplesmente um escândalo.
Mas mesmo sendo totalmente esquisito, ainda assim não dá para relacionar esse
caso com corrupção.
A CPI
das ONGs, comandada pelo grande senador Plínio Valério, faz um trabalho
incrível ao investigar os poderosos e por isso não consegue mídia porque está mexendo
com coisa grande. A única coisa que dá para cravar é que ONG na Amazônia não
passa de picaretagem, uma grande farra com recursos financeiros que não acaba
mais.
Porque
a ONG serve para criar falso serviço e abater, contabilmente, recursos para
conseguir algum benefício como crédito de carbono e subsídios. Também serve
para marketing, ao mostrar que empresas e ONGs são heroínas da natureza. É país
fingindo investir na natureza só para se sair bem com o voto ambientalista. Enriquecimento
de alguns dirigentes alinhados às elites políticas com recursos públicos. É
riqueza sem precisar bater um prego. É um mundo mágico e maravilhoso para quem
é ongueiro. Já o ribeirinho nativo da região norte, esse cidadão só fica com a
foto tirada junto com o ativista ambiental. A miséria tem que continuar porque
outros ativistas ongueiros precisam bater foto da pobreza para justificar a
existência das ONGs. E tudo fica como está.
A
Amazônia voltou a arder em chamas. Mas agora não é mais culpa do espantalho Bolsonaro
que não está mais no poder. É, teoricamente, da mudança climática. Mas tem
muito fogo que parece ser direcionado para grileiro aumentar área de produção
na região. Mas, vai na fé, isso é só coincidência.
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