IBGE: A Estatística Criativa do Petista Marcio Pochmann no Governo Lula
Por: Júlio César Anjos
“Há três tipos de mentiras: mentiras comuns, mentiras
deslavadas e estatísticas“ – Benjamin Disraeli
A
estatística não é uma ciência exata. E, por não sê-la, qualquer um que queira
fazer falcatrua pode usá-la para seu próprio proveito. Porque essa área do
saber pode esconder a real situação daquilo que está sendo verificado, sejam
dados econômicos ou sociais, como se os números fossem validados como verdades
universais. É justamente na capacidade de esconder temporariamente a realidade
que torna o campo da estatística um terreno fértil para manipuladores. E o IBGE
[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] do petista Marcio Pochmann no
governo Lula está longe de ser confiável.
Quem repara nos números vindos do IBGE, do petista
Marcio Pochmann no governo Lula, acredita que o Brasil acabou de virar o paraíso
na Terra. Porque, teoricamente, não há desemprego, o PIB cresce sustentável e há
até mesmo lapsos de deflação. Ou seja, o governo Lula está indo de vento e
popa. Porém, esses números não se amparam na realidade, o que mostra que os
problemas sociais continuam estruturais, mostrando que a estatística positiva
do governo Lula é somente para inglês ver.
No
IBGE do petismo, o PIB de 2023 do Brasil vai crescer 3%. Esse crescimento vem
praticamente do agronegócio e gasto público. Neste segundo quesito, na hora de
fazer o cálculo, gasto público entra como investimento e o investimento aumenta
o crescimento do PIB. Se tirar da equação a produtividade do agro e a gastança
do governo, o PIB seria até mesmo negativo. Porque esse PIB não é amparado em
produtividade. Não é um PIB que se realizou em riqueza. E, portanto, é um
crescimento de PIB falso.
O
Brasil, mesmo com gastos públicos e crises tanto no âmbito nacional quanto
internacional, consegue manter uma inflação baixa e estável de 5% ao ano. A
inflação, bem verdade, não está no controle do IBGE, mas do Banco Central [o que
é o correto porque senão teria manipulação descarada também na inflação, o que
geraria uma crise igual ao que acontece na Argentina hoje (que no passado
escondeu os números e paga o preço ao acabar com o próprio Peso argentino)].
Mas o IBGE esconde a divulgação do fenômeno reduflação, processo em que os
produtos diminuem de tamanho ou quantidade, enquanto que o seu preço se mantém
inalterado ou aumenta. Só há um controle inflacionário porque a quantidade e
qualidade dos alimentos estão diminuindo.
E
na questão de empregos, espera-se que o ano termine com 7% de taxa de
desemprego, o que se configura quase que um pleno emprego. Ao ver esse número
abaixo da casa dos dois dígitos, quem é desinformado acha que o Brasil está a
gerar empregos porque a economia está acelerada e todos os empresários estão
contratando. Mas o fato é que esse “pleno emprego” esconde outros tipos de
desempregos como a informalidade e o desalento – quando as pessoas desistem de
buscar emprego.
Deste
modo, um país com PIB de 3%, com uma inflação controlada de 5% e um pleno
emprego com taxa de desemprego de 8% somente, esses números estatísticos diriam
que se trata de um país que ruma à prosperidade. Mas como a estatística é a
arte de torturar os números até que eles confessem o que você quer demonstrar,
esses dados não passam de embustes porque falseiam a realidade.
O
PIB está crescendo por causa de aumento de dívida pública, a inflação de 5%
ocorre porque a reduflação esconde o real número inflacionário e a taxa de desemprego
de 7% esconde a multidão de informais e desalentados no Brasil. Esses são os
números fabricados do governo Lula, cujo possui um Marcio Pochmann para
manipular os dados a serviço do petismo.
Segundo
Aaron Levenstein: “Estatísticas são como biquínis. O que revelam é sugestivo,
mas o que escondem é vital”. E o petismo está escondendo muito bem os
verdadeiros números negativos realizados por este governo ilegítimo, que só
está no governo porque o Sistema restaurou um ladrão ao poder.
Muito
cuidado com esse terraplanista econômico, feiticeiro dos números, chamado
Marcio Pochmann. Muito cuidado também com a sanha de perpetuação do poder pelo
PT.
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