Eleição Presidencial no PSDB, a Recuperação e a Eleição em SP


Por: Júlio César Anjos

 

Recuperação do PSDB:

Quando uma pessoa quebra a perna, há 4 processos na recuperação total [que leva um significativo período de tempo]:

1.Cirurgia no trauma [colocar pinos]; 2.Implantação da atadura/gesso; 3) Fisioterapia leve; 4) Exercícios físicos elevados.

Com partido político é a mesma coisa.

O PSDB passou por um trauma gigantesco com a lava-jato, quando a operação igualou os tucanos com a organização criminosa petista. O golpismo judicial quebrou as pernas dos tucanos. E, desde então, os tucanos ficaram no “gesso” em recuperação.

Esse tempo de recuperação, na política, tem um período de 10 anos de duração.

É o período que o partido político fica a se recuperar entre a cirurgia ao colocar os pinos e a permanência com a fisioterapia.

Só que o PSDB conseguiu antecipar em 3 anos a recuperação ao ir para a “fisioterapia”, ou seja, conseguir caminhar um pouco com as próprias pernas.

Agora, em 2024, o PSDB pode começar a buscar maiores resultados eleitorais por conta própria.

Até porque, e todo mundo sabe disso, a previsão era do PSDB se recuperar só em 2027, após a eleição presidencial. Mas houve essa melhora significativa no PSDB, o que faz o partido voltar ao jogo antes do previsto.

É por isso que o PSDB está crescendo em filiações. E é por isso, também, que há disputa interna na agremiação. Porque a lógica é óbvia: se o partido estivesse morto de verdade, ninguém iria querer.

 

Eleição Presidencial no PSDB:

Se na política o PSDB está se recuperando, na questão interna da legenda o melhor a fazer é não entrar em confusão.

O próximo presidente do PSDB deve ser eleito por aclamação e não por prévias como na eleição anterior.

Este que vos escreve sugere que a Geovania de Sá seja a presidente do Partido por dois motivos simples: 1) é mulher; 2) é suplente.

O PSDB, desde a fundação, nunca teve uma presidente mulher.

E a Geovania é suplente e não tem o seu mandato garantido.

Deste modo, ela continua na ativa ao manter-se presidente do PSDB, sendo remunerada pela função.

É preciso entender que o PSDB primeiro tem que aclamar um presidente para só depois resolver os problemas internos. Primeiro a aclamação; depois, embate.

Se fizer prévia e for para a briga, o PSDB perde a recuperação antecipada que conquistou. E ninguém quer isso.

O próximo presidente do partido tem que ser alguém que fique na sede do partido. Tem que estar perto também do poder congressual. E tem que ter uma facilidade em articular com outros grupos políticos.

A Geovania de Sá cumpre esses requisitos.

Que o Marcos Vinholi converse com o Eduardo Leite para resolver logo isso aí.

 

Eleição em São Paulo 2024: 

Este que vos escreve quer a Tabata Amaral para coligar ou seguir com candidatura própria. Só que quem decide a coligação é o diretório municipal. Porque são os municipalistas que vão correr juntos na eleição com o candidato a prefeito.

E não adianta forçar uma aliança com a Tabata ou candidatura própria, sendo que os tucanos da cidade de São Paulo querem o Ricardo Nunes.

Agora, que os tucanos de São Paulo saibam que se perderem, o destino será a CLT. Se perderem, já vão mandando curriculum [ou irem para outros partidos ao serem humilhados].

Toda escolha há uma renúncia. É justo escolher o Nunes. Assim como também é justa a demissão por causa da derrota eleitoral, ao não fazer uma quantidade mínima de vereadores.

As coisas são o que são.

 

 


 


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